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Fábrica de papel em Andong


Quando fomos para Andong, antes do Natal, um dos lugares que visitamos foi uma pequena fábrica de papel. Parece que o tempo parou por lá: os equipamentos, o lugar, tudo parece ser o mesmo há 50 anos. Até um rádio velho tocando música tranquila (dá pra ouvir no vídeo) enquanto eles trabalham.

O processo de fabricação artesanal de papel não tem muita novidade para mim, mas pode ser que alguém aí nunca tenha visto antes. Porém o interessante é que nesse lugar eles usam apenas a fibra da casca da árvore (não me perguntem qual espécie) de maneira que fazem papel sem que a árvore morra. Creio que isso demande um grande número de árvores disponíveis que regeneram suas cascas rapidamente, para que se tenha um sistema de produção lucrativo e sustentável.

Outra coisa que me chamou a atenção foi que os homens e as mulheres trabalham em lugares separados. Nesse esquema fordista de divisão de funções, não vi homens e mulheres dividindo a mesma função em nenhum nível. Taí o momento curiosidade do blogue. ^_^

Casamento, chá e outras coreanices

Eu casei na Coréia.
Tudo bem, eu não casei na Coréia. Mas foi quase!
Levaram a gente para encenar um casamento tradicional coreano, para aprendermos mais sobre a cultura deles. Então perguntaram quem queria participar, e por pouco perdi a chance de ser o noivo. E olha que a noiva era uma búlgara de não se jogar fora...
No final das contas eu fui apenas um convidado do casamento, mas tive que usar uma roupinha um tanto quanto incomum.

No mesmo local, do lado de fora, viramos criança coreana. Havia vários brinquedos pra gente se divertir. Uma gangorra que funciona na base do pulo e da coordenação. Se não pular na hora certa, o tombo pode ser fatalmente engraçado. Ou engraçadamente fatal. Mas tombo é sempre tombo, e tive a "sorte" de filmar uns belos tombos nessa brincadeira, que postarei outro dia. Com tombo é assim: você ri, depois pergunta se machucou. Porque se você perguntar se machucou primeiro, pode ser que tenha realmente machucado e você não vai poder rir.

Em seguida aprendemos a fazer chá tradicional coreano. No final das contas o chá tinha gosto de chá mesmo. Mas o interessante é a preparação, que envolve várias crendices e costumes.

Primeiro duas coreanas simpáticas nos ensinaram a como nos comportarmos num cerimônia "charosa" (ou "charenta"?). Numa cerimônia de chá. É um tal de coloca mão aqui, mão ali, encurva daqui, agradece dali, ajoelha, desajoelha. Depois eu me ofereci para fazer o chá no meu grupo. Não podia sair da ordem: a quantidade de água, a organização das xícaras, a bebida em 3 goladas. E tudo tem seu significado (pelo menos para eles). Me empaturrei de chá e me diverti bastante. Mas ainda fico com o chá de pacotinho do supermercado.

Aqui vai o vídeo do casamento, que editei e fiz uma historinha. Está em inglês, mas talvez, futuramente, eu faça uma versão em português. Beijo do gordo!