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Enchente no Chuseok

Olha que beleza que foi o feriadão, que começou na terça. Caiu não só uma tromba d'água... caiu o elefante d'água inteiro em Seul e nas províncias de Gyeonggi e Gangwon. A região da prefeitura em Seul, onde geralmente acontecem os festivais que postei aqui e aqui, ficou irreconhecível.


Só lembrando que alguns dias antes um tufão passou pela mesma região fazendo um belo estrago. Aparentemente já arrumaram quase tudo, mas hoje, caminhando pela trilha no monte que fica atrás da universidade, contei umas 20 árvores caídas por causa do tal tufão.

Parada pra descansar na subida e árvores caídas pra todo lado

E essa chuvarada de terça me lembrou a enchente que assolou o Rio no início do ano. Aqui perto tivemos altas cachoeiras pelas ruas, mas nada comparado ao vídeo acima. Se eu estivesse lá com minha filmadora, faria um vídeo tipo esse que fizeram no Rio:


Sabia que coreano tem sangue de urso?

Pela teoria da evolução coreana, o homem não veio do macaco, mas sim do urso. Tudo bem, não é nada oficial, mas os ursos têm uma ligação especial com o povo coreano.

Lembrei disso quando estava vasculhando umas fotos que tirei no início do ano. Fui com a Ji Young à torre de Namsan, em Seul, e pela primeira vez decidimos conhecer o tal Museu do Ursinho de Pelúcia, que fica ao pé da torre.

Eu esperava encontrar lá ursinhos de pelúcia do mundo todo, desde que os bichinhos viraram moda cute. Que nada! O tal museu conta a história da Coreia através de pinturas e maquetes com centenas de ursinhos! Logo na entrada temos o "Gênesis" coreano. Nada de Adão e Eva, "no princípio era o verbo"... A história da origem da Coreia começa com um urso, e não há um só coreano que não a conheça. É mais ou menos assim:

"Um urso e um tigre, que viviam na mesma caverna, perto de Sindansu, pediram a Deus que se tornassem humanos. Deus lhes deu um feixe de artemísia (erva-de-são-joão) e 20 dentes de alho, e disse: 'Se vocês comerem apenas esta comida e permanecerem longe da luz do sol por 100 dias, vocês se tornarão humanos.' O tigre perdeu a paciência e desistiu de sua busca, mas o urso perseverou durante 21 dias e finalmente se transformou numa mulher."

Hwanung (o rei/deus) então se transformou em homem e se casou com a ursa/mulher (Ungnye), e tiveram um filho, chamado Dangun Wanggeom. Dangun, mais tarde, fundou o reinado de Joseon, no qual ele reinou durante 1500 anos antes de se tornar o guardião do espírito das montanhas.

Hoje, dizemos gomapseumnida (que significa 'obrigado' em coreano) para expressar gratidão. E a palavra gomapseumnida deriva da palavra gom, que significa 'urso'."

O interessante dessa história, é que ela mistura história de verdade com lenda, o que faz com que muitos coreanos, especialmente quando crianças, acreditem em tudo como história de verdade. Depois que crescem, descobrem que não é bem assim, claro (apesar de que eu tenho um professor que brinca: "A gente não sabe! Ninguém tava lá pra dizer que não foi assim!"). Mas tem alguns grupos, muito pequenos, que acreditam nessa história como uma religião nacionalista, um culto à Coreia.

Ji Young na entrada do museu
Época dos reinados, quando o povão trabalhava nos campos
Trabalhar debaixo desse sol devia fazer muito mal pra pelúcia do pessoal
Eu e os Teddies! (soou meio blogue da Denise agora hein? Só que o Teddy dela não é coreano)
Samul-nori de ursos, num quadro em alto relevo
Os ursinhos carinhosos também torceram pra Coreia na Copa!
E o auge da evolução ursística: bear-boy-bands! (saimos do Gênesis pro Apocalipse)



ATUALIZAÇÃO:

Mandei os meninos do English Camp cantarem a musiquinha de criança mais famosa da Coreia: a da Família Urso! Confira o vídeo com a coreografia:


Letra:

곰 세 마리가 한 집에 있어
Três ursinhos numa casa

아빠 곰, 엄마 곰, 애기 곰
Urso papai, ursa mamãe e urso bebê

아빠 곰은 뚱뚱해
O urso papai é gordo

엄마 곰은 날씬해
A ursa mamãe é magra

애기 곰은 너무 귀여워!
O urso bebê é tão bonitinho!

으쓱, 으쓱, 잘 한다!
Oba, oba!* Muito bem!

(*Algum falante de coreano aí sabe tradução melhor para 으쓱?)

Ah, e lembrei também de outro vestígio de urso em coisa coreana. Um vídeo player muito usado por aqui (nunca o vi em nenhum outro país) se chama "Gom Player". "Gom" significa "urso"!



Festival das Lanternas de Seul

Tô de volta! Antes que me perguntem como foi no Vietnã, digo que aguardem pelas fotos e vídeos semana que vem. Se der! Essa reta final de semestre promete mais uns ramos de cabelo branco para a minha velhice precoce. Para relaxar eu saio por aí com os amigos, e gravo de vez em quando pra compartilhar com a galera.

Domingo, dia 16, fomos ao Festival das Lanternas de Seul. São as festividades em comemoração ao aniversário de Buda. Eu não sou budista, mas esse festival é muito bonito de se ver. Aliás, pelo que me falaram, parece que a prefeitura de Seul tem investido pesado para que esse festival cresça cada vez mais. Um amigo me disse que há alguns anos o Festival das Lanternas era mais modesto, talvez como o de Cheongju, que vi no ano passado. Agora, para não ser algo tão só pra budista, eles promovem várias outras coisas pra virar uma festa da cidade toda.


Gravei algumas cenas e juntei rapidinho hoje pra eu não esquecer de postar. Fiquem com a lanternada aí, com direito a música de fundo repetida.


E mais tarde, lá pelas onze e meia, quando eu caçava o rumo de casa, passei perto do palco e descobri que a festa não tinha terminado. Geral tava dançando na rua! Eu já tinha achado o desfile bem parecido com o carnaval em alguns momentos, mas nessa hora ficou mais ainda. Foi a primeira vez que vi coreanos dançando, pulando e se divertindo tão "soltinhos" assim em público. Melhor ainda foi ver coreanos de todas as idades se divertindo com os estrangeiros. Gostei tanto da bagunça que nesse dia perdi o último ônibus pra casa! :P

"Um chopps e dois pastel", perto do Cheonggye

Domingo, como eu tinha avisado, fui ajudar a brasileirada na Feira da Amizade de Seul. Gravei algumas cenas porque tinha gente curiosa pra saber como era. Tudo muito simples: pastel, torta de frango, café, bombom e arroz-doce (que acabou rapidinho!). Mas pra mim, o melhor é estar perto de gente que fala a mesma língua, ri das mesmas bobagens e se sente mais unida, mesmo sendo todos brasileiros de lugares muito diferentes.

Então fiquem com os dois vídeos que fiz. O primeiro é mais pra mostrar a nossa barraca, e o segundo são os arredores, o rio Cheonggye (parece replay do ano passado) e a meninada brincando. Sempre que filmo algum lugar, não posso ver um catatau cuticuti que mando ver no zoom!

Obs.: Para os que sempre elogiam as músicas de fundo que escolho, quero ver os comentários sobre a trilha sonora de hoje. Uma combinação um tanto, digamos, diferente.


Bebel Gilberto em Seul

Para a comunidade brasileira na Coreia que gosta de Bossa Nova, essa não dá pra perder! Bebel Gilberto se apresentará em Seul no dia 10 de abril, no Sejong Center, perto da prefeitura.

Os preços dos ingressos variam de 30 a 100 mil wons, e a Embaixada do Brasil oferece 20% de desconto para quem entrar em contato por e-mail (seulcult@kornet.net ou braseul@kornet.net).

O local fica próximo da Estação Gwanghwamun. Dá para ir de metrô pela linha 1 (saída 3), linha 3 (saída 6 ou 7) ou linha 5 (saída 1 ou 8). Ir pela linha 5 é melhor, pois a estação fica logo em frente ao Sejong Center.

Cenas do sábado (ou "Coisas do dia-a-dia")

É, parece que minha última postagem não deu muito ibope, não. Acho que ninguém tá querendo saber de estudar mesmo... ^_^

Então vamos falar da falta do que fazer. Quem acompanhou minha empolgação videonística do início até meados deste ano deve ter notado que de uns tempos pra cá não tenho postado vídeos bonitinhos mais. Além das desculpas de sempre - falta de tempo, estudos e preguiça - eu cansei de filmar tudo o que passava na minha frente. O motivo é que eu notei que quando eu filmo muito, vivencio e curto o momento muito pouco. Então para não cair na tentação, tenho deixado minha câmera em casa na maioria das vezes.

Isso tem me custado instantes de profundo arrependimento, porque nessa Coreia eu me deparo com coisas que até Deus duvida, e como não sei quando e onde vou presenciar essas coisas de novo, uma filmadinha viria a calhar. São coisas pequenas do dia-a-dia, como as mães no supermercado carregando seus coreaninhos no carrinho de compras e alguns deles travando conversas impagáveis comigo. Tem também os coreaninhos que dormem pendurados nas costas de suas mães e ficam com o pescoço virado pra trás igual galinha recém-degolada. E uma cena inacreditável de um menininho que dormiu deitado dentro do carrinho e a mãe ia fazendo compras e colocando os produtos em cima dele. O resultado foi um carrinho cheio de verduras, frutas, carnes e etcéteras com duas perninhas saindo do meio, apontando pra cima!

Eu poderia fazer uma "lista de Itu" aqui pra vocês, só com coisas do dia-a-dia que me espantam e me fazem rir sozinho. Mas acredito que, sem foto ou vídeo, o leitor vai acabar achando que minha imaginação é muito fértil (apesar que ela é mesmo).

Então, no sábado, sem querer querendo, coloquei a câmera na minha mochila e fui para Seul fazer outras coisas, sem nem imaginar que acabaria saindo à noite com a Eun Bee e o Juliano. Jantamos em Gangnam, passamos na "Rua do Caroço" (é que o nome é 가로수길 · karosu-gil, que se pronuncia exatamente como "caroço"), e desembestamos à pé para o rio Han (segundo a Eun Bee, para fazer o kkilo, com ㄲ mesmo pra soar mais forte).

No caminho filmei algumas coisinhas interessantes, como essa propaganda de soju. Os carinhas se vestem de sei-lá-o-quê (Power Rangers? Chapolin multicor?) e seguram a plaquinha da garota modelo daquela marca de soju (pra quem não se lembra, é meio que a "pinga coreana", só que menos alcoólica). A gente vê propagandas como essa em todo canto, tanto que os coreanos nem param pra ver os caras pagarem mico. A gente parou.


http://www.youtube.com/watch?v=r0Ygb5u-Nuw

Outra coisa que filmei, mas bem rapidinho e de relance, foi um casalzinho com as famosas couple shirts. Aqui na Coreia tem até loja de "roupa pra casal". No auge do seu apaixonismo, os casais coreanos saem pra todo lado vestindo exatamente a mesma roupa, como sinal de sua perfeita união♡! Olha só esse:


http://www.youtube.com/watch?v=20Zzd4b0khc

E para terminar, eu fui dar um de papparazzo só para seguir um casal que deixou a gente na dúvida sobre quem era a mulher da relação, já que um casal de lésbicas é ainda coisa que não se vê por aqui facilmente. A imagem ficou meio de repórter correndo atrás de político recém-eleito, mas acho que dá pra ver na direita o sujeito que eu tava seguindo e que mostra a moda de muitos homens coreanos que não assusta mulher nenhuma por aqui. De lambuja, na mesma cena passa uma moto do meu lado, na calçada, que é outra coisa comum por aqui, mesmo nos lugares mais modernos da Coreia.


http://www.youtube.com/watch?v=TfOfY4rxwuc

Ah, perto do restaurante onde jantamos também tirei a tradicional foto do frango escangalhado. Segundo a lenda do Kimchi com Café, todo brasileiro que vai a Seul tem que tirar uma foto com a cabeça fedorenta do bicho (Carlos, essa você tem que comentar). Eu não só tirei a foto com a cabeça do frango, como também estava usando o moletom rosinha que ganhei no meu aniversário! Para quem tava curioso, deleite-se. Abração pra todo mundo!



Independência ou morte!



Calma, ninguém morreu por aqui desta vez. Este é apenas um convite da Embaixada Brasileira na Coreia para os brasileiros que vivem por aqui.


Então vou ajudar a divulgar e publicar aqui o convite do embaixador. Espia só:




À comunidade brasileira residente na Coreia,

O Embaixador do Brasil Edmundo Fujita e a Senhora Ligaya Fujita têm o prazer de convidá-los para coquetel de comemoração da Independência do Brasil a ser realizado na segunda-feira, 7 de setembro, às 18 horas na Residência Oficial.

Por favor confirme a sua presença através do e-mail braseul@kornet.net

E aqui vai o mapa da Residência Oficial (para ampliar, clique aqui). Para os pobres que não têm carro (como eu), fica próxima à estação Hangangjin, na linha 6, saída 1, e próxima também de Itaewon.


Espero ver a brasileirada lá na segunda, hein!

Nana neném no metrô de Seul

http://www.youtube.com/watch?v=QXS7HmxvQaw

Para não dizerem que já cheguei falando mal dos coreanos, aqui vai uma cena que confirma a teoria do Gustavo de que esse pessoal tem "a habilidade" no que diz respeito a dormir no ônibus ou no metrô.

A coreanada parece que vive cansada. No transporte público, ou estão ouvindo música, ou assistindo TV no celular, ou dormindo. Profundamente.

Ontem gravei esse coreano tirando sua soneca. Mas esse dormia um pouco mais intensamente porque estava bêbado - coisa que só descobri quando o metrô parou numa estação, o bicho se levantou e veio cambaleando pro meu lado, deu umas rodopiadas pra lá, pra cá, passou pela porta e foi direto pro outro lado, onde deu de cara com a porta de vidro que instalaram recentemente. Não fosse isso, seria tido como mais um caso de "suicídio" de pulo na frente do trem.

Acho que existe anjo-da-guarda de bebum, porque pra mim é um mistério como esse povo chega em casa vivo.

Feira da Amizade em Seul

Olha, o nome em português ficou engraçadinho (em inglês é Seoul Friendship Fair). É o nome da feira de comidas, músicas e bugigangas estrangeiras, que aconteceu no domingo, como encerramento do Hi Seoul Festival.

Já no sábado trombamos com brasileiros no Cheonggye, 5 minutos depois que eu disse "Gustavo, tô achando que vamos topar com algum brasileiro aqui", ao que ele respondeu "Ah... será?".

No vídeo que estou postando vocês vão ver alguns dos brazucas que estiveram na feira, e vão ter uma ideia de como é o movimento e as apresentações nesse dia.

E como os blogues brasileiros na rede coreana estão fazendo uma propaganda danada uns dos outros, aproveito para divulgar o sistema de busca que o Juliano implementou no seu quase-morinbundo Kimchi com Café. (Digo isso, porque antes de eu vir pra cá, assim como muitos me pedem informações, o Kimchi com Café era minha fonte de conhecimento. Anos dourados aqueles... rs. Ultimamente, devido à escravidão a que seu criador foi submetido, essa fonte quase secou. Mas de vez em quando ele ressurge com algumas engenhocas como essa). O sistema serve para buscar informações em todos os blogues de brasileiros na Coreia. Depois dá uma passadinha lá.

E aqui vai o vídeo.

Cheonggyecheon, o rio despoluído

Como gravei muitos vídeos em Seul no fim de semana, vou colocando aqui aos poucos. Não estou com muito tempo agora, porque eu devia ter feito muitos sukjes (dever de casa), só que fui vagabundear na "capitar". Agora tô engolindo pança na aula! Eu falo pra Briza que esses Daeguenses me levam pro mau caminho... Mas tudo bem. É um bom mau caminho! =)

Aí vai o vídeo do Cheonggyecheon, o rio de Seul que era mais encocozado que o Tietê, mas foi despoluído e virou modelo no mundo todo. Para quem não viu a reportagem da Globo que postei antes, veja aqui.

Tirei meu tênis e relaxei à beira do rio, foi uma bênção. Se tudo der certo e eu me mudar pra Suwon em agosto, vou dar um pulinho no Cheonggyecheon todo fim de semana. Deixa eu chegar lá agora, porque estou atrasado para a aula. Beijo na testa pra todo mundo!

Os bangues da Coreia

Na falta de assunto para postar, vou fazer uma tradução parcial de um texto que o Gustavo postou no blogue dele. Prova que nossos blogues estão em sintonia fina... rs. Trata-se de um site que traz várias informações sobre a cultura coreana (ou simplesmente, sobre as "coreanices"). Como o texto está em inglês, resolvi postar uma parte em português, para popularizar o acesso ao conteúdo. Depois, se eu tiver paciência, traduzo outras coisas. Mas hoje vou traduzir a parte que fala sobres os "bangues" da Coreia. Só vale lembrar que minha tradução não tem qualquer compromisso com a fidelidade. Vou resumir, cortar, e comentar onde der na telha.

Atrás das portas fechadas
Visão geral dos bangues (salas) de Seul

Os coreanos são muito conservadores quanto ao comportamento em público, mas atrás das portas fechadas muita coisa acontece. "Bang" é a palavra coreana para "sala", e há diversos tipos de "bang".

DVD Bang: São salinhas com grandes TVs, onde você aluga um DVD e assiste o filme tranquilamente. Geralmente ficam em bairros universitários, do segundo andar para cima nos prédios. Os DVD bangues variam muito, podendo ser grandes e luxuosos ou até mesmo claustrofóbicos. Alguns têm até cama, e muitos universitários usam esses lugares para dar uns amassos, já que em público nada acontece entre os casais.

PC Bang: Equivalem às "lan houses" no Brasil. Esses lugares são geralmente barulhentos, escuros e enfumaçados. Barulhentos, porque a maioria vai para jogar video-games, e enfumaçados, porque na Coreia não há muitas restrições para os fumantes (que são muitos!) e eles dão suas baforadas em todos os cantos. Muita gente também usa os PC Bangues só para acessar a internet, checar e-mail ou imprimir alguma coisa. Mas não se assuste se for a um PC Bang tarde da noite e encontrar um ajosshi navegando um site pornô... yeck!=P

Noraebang: São os karaokês coreanos. É lá que os coreanos soltam a franga total! "Noraebangar" é um dos hobbies favoritos na Coreia, e eles fazem isso muito bem. Cantar num noraebang não é algo que se faz só quando quer "zuar" ou quando está bêbado, mas até mesmo companheiros de trabalho vão juntos cantar depois do expediente. E vale tudo na hora de cantar num noraebang: muitos oferecem perucas, fantasias, máscaras e acessórios afins que trarão mais diversão para esse momento quase-sagrado na Coreia.

Sarang Bang: Também conhecido como "love motel", os Sarang Bangues são nada menos que os motéis brasileiros. A diferença é que, para diferenciar dos motéis sem fins sexuais, eles geralmente imitam formas de castelinhos. E por causa da timidez surreal do povo coreano (principalmente em se tratando de "sexo" - que é uma palavra que não se pode dizer alto e em público), muitos Sarang Bangues nem têm recepção. Na entrada, tem apenas uma maquininha de cartão de crédito para o sujeito efetuar o pagamento, e no estacionamento há cortininhas para tampar a placa do seu carro (?). Mas pode-se usar um Sarang Bang apenas como hotel mesmo, pois os preços são bons.

Jimjil Bang: Essa é a sauna da família coreana. É o único bang no qual coisas escrotas não acontecem. A menos que você considere ver uma ajumma com permanente no cabelo esfregando suas amigas numa mesa de plástico algo escroto. Nas Jimjil Bangues masculinas a coisa é mais intensa: os coreanos todos peladões, andando de um lado pro outro, fazendo massagem nos amiguinhos, secando o bilau com o secador de cabelo e dando suas escarradas rotineiras.

O departamento de turismo do governo coreano tinha que lançar uma propaganda no exterior do tipo "Bangues da Coreia: mais um motivo para você conhecer nossa cultura milenar!"