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Festival das Lanternas, Aniversário de Buda

Domingo fomos para a beira do rio de Cheongju para participar do Festival das Lanternas Lótus, que inicia uma semana de festanças para o aniversário de Buda, que neste ano será dia 2 de maio. Digo neste ano, porque a data é de acordo com o calendário lunar chinês (dia 8 do quarto mês), então em cada ano do calendário gregoriano, o aniversário cai em uma data diferente.

Estou postando um vídeo para que as imagens digam por si. Mas saibam que moro em Cheongju, cidade que segundo as más línguas de Daegu e Seul, é um vilarejo... (vilarejo de 600 mil habitantes!). Lembra-me um pouco dos desfiles do interior das Minas Gerais, com bandinhas da cidade, as velhinhas cantando, e o pessoal participando de um jeito ou de outro. Da mesma forma o festival aqui é bem simples, principalmente comparado com a grandiosidade das festividades de Seul, como foi bem ilustrado no blogue da Denise, o "Síndrome de Estocolmo". No entanto, mesmo com muita simplicidade, é possível ter uma noção do significado da festa e pode-se conhecer mais da cultura coreana nas cidades menores. As pessoas que participaram estavam todas muito à vontade, e foram superacolhedores com a gente.

Mais um vídeo primaveril

Esse vídeo foi gravado no início deste mês de abril, quando as cerejeiras estavam desabrochando, inaugurando a estação. Mas eu gravo tanta coisa, que esqueço de postar, e só agora me lembrei que tinha editado esse vídeo também. Os "atores" são quase os mesmos do vídeo anterior - os felizes que, em vez de ir dormir depois da aula, vão ver as flores.

Note que no início do vídeo eu me confundi todo com o nome da árvore. Só depois é que me esclareceram. O negócio é que, mundialmente, o nome dessa árvore é mais conhecido como "Sakura", que é uma palavra japonesa. E como os coreanos fazem de tudo para evitar o uso de palavras japonesas, o nome da árvore em coreano é 벗꽃 (beot-kkot). Mas eu achei que a professora se referia ao "desabrochar das flores...". Bom, vê aí a sakurada com bossa nova. Abraços!

Os bangues da Coreia

Na falta de assunto para postar, vou fazer uma tradução parcial de um texto que o Gustavo postou no blogue dele. Prova que nossos blogues estão em sintonia fina... rs. Trata-se de um site que traz várias informações sobre a cultura coreana (ou simplesmente, sobre as "coreanices"). Como o texto está em inglês, resolvi postar uma parte em português, para popularizar o acesso ao conteúdo. Depois, se eu tiver paciência, traduzo outras coisas. Mas hoje vou traduzir a parte que fala sobres os "bangues" da Coreia. Só vale lembrar que minha tradução não tem qualquer compromisso com a fidelidade. Vou resumir, cortar, e comentar onde der na telha.

Atrás das portas fechadas
Visão geral dos bangues (salas) de Seul

Os coreanos são muito conservadores quanto ao comportamento em público, mas atrás das portas fechadas muita coisa acontece. "Bang" é a palavra coreana para "sala", e há diversos tipos de "bang".

DVD Bang: São salinhas com grandes TVs, onde você aluga um DVD e assiste o filme tranquilamente. Geralmente ficam em bairros universitários, do segundo andar para cima nos prédios. Os DVD bangues variam muito, podendo ser grandes e luxuosos ou até mesmo claustrofóbicos. Alguns têm até cama, e muitos universitários usam esses lugares para dar uns amassos, já que em público nada acontece entre os casais.

PC Bang: Equivalem às "lan houses" no Brasil. Esses lugares são geralmente barulhentos, escuros e enfumaçados. Barulhentos, porque a maioria vai para jogar video-games, e enfumaçados, porque na Coreia não há muitas restrições para os fumantes (que são muitos!) e eles dão suas baforadas em todos os cantos. Muita gente também usa os PC Bangues só para acessar a internet, checar e-mail ou imprimir alguma coisa. Mas não se assuste se for a um PC Bang tarde da noite e encontrar um ajosshi navegando um site pornô... yeck!=P

Noraebang: São os karaokês coreanos. É lá que os coreanos soltam a franga total! "Noraebangar" é um dos hobbies favoritos na Coreia, e eles fazem isso muito bem. Cantar num noraebang não é algo que se faz só quando quer "zuar" ou quando está bêbado, mas até mesmo companheiros de trabalho vão juntos cantar depois do expediente. E vale tudo na hora de cantar num noraebang: muitos oferecem perucas, fantasias, máscaras e acessórios afins que trarão mais diversão para esse momento quase-sagrado na Coreia.

Sarang Bang: Também conhecido como "love motel", os Sarang Bangues são nada menos que os motéis brasileiros. A diferença é que, para diferenciar dos motéis sem fins sexuais, eles geralmente imitam formas de castelinhos. E por causa da timidez surreal do povo coreano (principalmente em se tratando de "sexo" - que é uma palavra que não se pode dizer alto e em público), muitos Sarang Bangues nem têm recepção. Na entrada, tem apenas uma maquininha de cartão de crédito para o sujeito efetuar o pagamento, e no estacionamento há cortininhas para tampar a placa do seu carro (?). Mas pode-se usar um Sarang Bang apenas como hotel mesmo, pois os preços são bons.

Jimjil Bang: Essa é a sauna da família coreana. É o único bang no qual coisas escrotas não acontecem. A menos que você considere ver uma ajumma com permanente no cabelo esfregando suas amigas numa mesa de plástico algo escroto. Nas Jimjil Bangues masculinas a coisa é mais intensa: os coreanos todos peladões, andando de um lado pro outro, fazendo massagem nos amiguinhos, secando o bilau com o secador de cabelo e dando suas escarradas rotineiras.

O departamento de turismo do governo coreano tinha que lançar uma propaganda no exterior do tipo "Bangues da Coreia: mais um motivo para você conhecer nossa cultura milenar!"