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O melhor jogador da Coreia do Norte

Ontem, depois de uma prova animal, sentei no sofá da sala dos estudantes e liguei a TV. Passava uma reportagem sobre a Coreia do Norte e a Copa do Mundo. Tudo em coreano, claro.

Bom, nem tudo...

O repórter entrevistou Jong Tae-se, o melhor jogador da seleção norte-coreana, e qual não foi minha surpresa quando ele respondeu a uma pergunta em... português! Isso mesmo: português! E mais: com um sotaque brasileiro, do tipo que dá pra acreditar que o cara seja tupiniquim.

Ahn? Como assim? Por que é que um cara que vive no país mais fechado do planeta aprenderia português brasileiro? E como é que ele fala tão bem, já que, imagino eu, não deve ter brasileiro nenhum acima do paralelo 38 da península coreana.

A história é a seguinte. Jong Tae-se não é norte-coreano 100% original. Ele é filho de sul-coreanos, mas nasceu e foi criado no Japão, em Nagoya, e morava num bairro de brasileiros. Aprendeu português com os amigos brasileiros, e é provável que tenha aprendido a jogar bola com eles também.

Peraí. Como é que um japonês, filho de sul-coreanos, é jogador na seleção da Coreia do Norte? Simples. Tem uma universidade no Japão que se chama Korea University, que não tem nada a ver com a Korea University aqui da Coreia do Sul, e foi fundada por norte-coreanos. Ela inclusive é mantida pelo governo da Coreia do Norte, e totalmente de graça para norte-coreanos que estudem no Japão. Pois então: a mãe de Jong Tae-se fez uns malabarismos para provar que tinha família na Coreia do Norte, e que apesar de ter nascido na Coreia do Sul, ela se sentia mais norte-coreana.

Jong Tae-se se formou e começou a jogar profissionalmente no time japonês Kawakasi Frontale, onde ganhou destaque da mídia. Como não tem "sangue japonês", dificilmente conseguiria se naturalizar para chegar à seleção japonesa algum dia. Sua opção seria vir pra Coreia do Sul, onde o mercado já anda meio competitivo. Ou... jogar tudo para o alto e tentar a cidadania norte-coreana. Foi o que ele fez (e conseguiu, claro). Olha só os gols que ele marcou no amistoso contra a Grécia no último dia 25.

Nas entrevistas, Jong Tae-se evita falar de política, mas disse que sentiu uma "simpatia" pelo regime comunista da Coreia do Norte, por isso desistiu da sua cidadania sul-coreana.

Ele cresceu com brasileiros e fala português, mas esperamos que as semelhanças parem por aí. Faltam 6 dias para o jogo Brasil x Coreia do Norte. Hwaiting, Bradjil!

Um cadinho de tudo

Vendi meu computador, meu companheiro de jornada coreana. O comprador foi o Carlos, outro brasileiro que estuda na Universidade Nacional de Seul. Eh por isso que agora estou numa PC Bang e escrevendo sem acentos, cedilhas e afins. Assim como foi no principio, agora e ate eu comprar outro notebook.

Essa postagem eh soh para dar uma pincelada em algumas coisas de ultimamente. Nao tive tempo de editar videos bonitinhos e borboletantes, entao aih vaos algumas cenas que a Agatha e eu gravamos recentemente.

Ja que mencionei o Carlos, primeiro vai uma cena com ele no fim de semana passado, numa lojinha de bugigangas coreanas, onde ele comprou uma tonelada de lembrancinhas para a familia, ja que esta voltando para o Brasil na quarta. Como se trata de um mineiro-mineiro (eu), um mineiro-paulista (Juliano) e um fluminense-gaucho (Carlos), ao ver chapeus de palha e ouvir a musica de fundo da loja, simplesmente nao resistimos.

http://www.youtube.com/watch?v=cNO8_55tidg

Esse outro video gravei numa otica onde o pessoal parou para fazer exames de vista (aqui os exames sao feitos pela maquina do cara da otica mesmo) e comprar oculos novos. Como estou satisfeito com meus "oclinhos", enquanto eles liam as letrinhas miudas eu fiquei esperando meia hora sentado na frente desse computador com um protetor de tela de um grupo K-pop chamado 소녀시대 ou Girls' Generation. Com umas coreaninhas dessas dah pra se distrair por um bom tempo.

http://www.youtube.com/watch?v=-hJ_1vthcgw

Aqui vai tambem um videozinho do nosso futebol de domingo. Essa foi a ultima partida dos estrangeiros contra os coreanos, e tomamos uma lavada, porque nossos artilheiros furaram e eu, o "Goncalves frangueiro" (segundo a Erica), joguei de goleiro a maior parte do tempo. Esse campo foi feito ha poucos dias e fica atras do nosso dormitorio. Aqui na Coreia, nao sei bem o porque, mas muito comumente nao usam gramados para jogar futebol nas escolas. Vai na terra assim mesmo. Acho que eh pra economizar na manutencao.

http://www.youtube.com/watch?v=I7G5b4HfgR4

E para terminar, dois videos do Festival da Universidade de Cheongju, do inicio desse mes. Eu tava muito ocupado vendendo brigadeiro e fazendo caipirinha adaptada (tipo um suquinho de limao com gelo...rs), entao nem filmei nada. A papparazzo da vez foi a Agatha, confiram. Beijo pra todo mundo!

http://www.youtube.com/watch?v=l_4CWVIXWac

http://www.youtube.com/watch?v=dPrNv9Qz6cs

Futebol em Cheongju

Como parte do buddy program aqui da Universidade de Cheongju, agora vamos jogar futebol com os coreanos toda semana. A primeira partida foi ontem de manhã.

Graças a Deus, os coreanos que jogaram com a gente ontem eram muito ruins de bola, e nosso time ganhou de 5 a 1.

Mas na quarta, quando resolvemos treinar com outros coreanos para não tomarmos uma lavada (que seria humilhante para os latinos...rs), tinha 2 coreanos que, pra mim, eram profissionais. Foi pra calar minha boca, que dizia que os coreanos eram mais pernas-de-pau do que eu.

Como podem ver na foto acima, nosso time tinha uns bons "fofômenos", que estavam literalmente CAINDO aos pedaços (o coitado da foto é o Hugo, do México).

Mas ainda assim conseguimos ganhar, por um motivo simples: não tinha juiz! Isso mesmo. O jogo dos coreanos não é violento como o dos latinos e dos árabes. O Orkhan, nosso amigo do Azerbaijão (foto ao lado), quase aleijou alguns coreaninhos desavisados. Os caras caíam no chão com cara de "foi falta!", mas na verdade tinha sido só ombro a ombro, no estilo mais taekwondo possível.

Eu joguei de goleiro e não fiz tão feio, justamente pelo fair play da Coreia. Quando o atacante vinha chegando perto do gol, era só eu pular pro lado da bola que o cara diminuía a velocidade. Se fosse no Brasil, eu provavelmente levaria uma chuteira na cara e voltaria com hematomas por todo o corpo.

No final dei um de Rogério Ceni, quando me chamaram para bater um pênalti. Mas pelo jeito, minha única semelhança com ele é o nariz grande, porque consegui chutar pra fora!

Até que fiz bonito, afinal só tomei um golzinho. E me chamaram de "Taffarelo"!