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Salada de vídeos

Uma imagem vale mais que mil palavras. E que tal muitas imagens, em forma de vídeos? Filmei esta cena hoje, às 9 da manhã, indo para a aula. Mais uma campanha para as eleições estudantis...


E outro dia descobri este canal coreano que só passa coisa da TV brasileira. Algumas novelas parecem ter sido importadas via México:


Também abrimos o canal da TV KOBRA. Os vídeos vão aparecendo assim que der. Abaixo segue um trailer das nossas pasteladas, e o piquenique do início de outubro.



Qualquer dia volto pra escrever um post decente. Prometo.

Participe do piquenique da KOBRA!

Convite aos coreanos que estudam português e brasileiros que vivem na Coreia (foi mal, galera que vive na pátria-amada-idolatrada-salve-salve).

O grupo KOBRA, recém-criado por mim e outros brasileiros (Briza, Juliano, Gustavo, Carlos e Giovanna) e uma semibrasileira (Eun Bee), convida a todos que se interessem para participar de um piquenique no domingo, dia 3 de outubro (sim, o dia das eleições no Brasil).


Fizemos esse anúncio bonitinho há duas semanas, então aqui vai a atualização sobre o local exato: Vamos nos encontrar no Parque do Rio Han próximo da estação Yeouinaru (linha 5, roxa). Ao sair pela saída 3 você dá de cara com uma loja de conveniência que se chama "Happy Zone". É só virar à esquerda depois dela e seguir reto até os trecos de fazer sombra, como o da foto abaixo:

Coreanos piquenicando debaixo do treco de fazer sombra
E veja como a estação (à esquerda) é perto da "Happy Zone"
Um mapa, pra não dizer que não conseguiu achar o local
Tem até um banheiro ao lado! (e o 63 Building ao fundo)

Agora, a pergunta que não quer calar: "Esse piquenique aí vai ser de graça?" Resposta: "Quase..." Vamos levar alguns snacks e vamos pedir pizza, o que vai custar apenas ₩5,000 para cada. A bebida fica por conta de cada um. Você pode levar de casa ou comprar na conveniência que mostramos acima.

O objetivo é simplesmente reunir os estudantes brasileiros que estão espalhados na Coreia e os coreanos que se interessam pelo Brasil e estudam português. Vamos conversar também sobre atividades futuras e ouvir ideias dos participantes.

Esperamos conhecer muita gente bacana e aumentar nosso círculo de amizades!

Para mais informações sobre o grupo, visite nosso site www.kobrazil.org e confirme sua presença enviando um email para contato@kobrazil.org.

Momentos marcantes para um estudante coreano

Arranjei um Arbeit aqui em Suwon. Quem estudou um pouquinho de alemão vai saber que Arbeit significa trabalho. Mas aqui na Coreia essa palavra alemã é usada para se referir a um trabalho de meio período ou de curta duração, e pronuncia-se "a-ru-ba-i-tu" (아르바이트 na romanização tabajara). Qualquer bico que se faz pra ganhar uma graninha pode-se chamar de Arbeit.

Estou trabalhando de TA (Teaching Assistant) num acampamento de inglês, onde os coreanos se enclausuram pra ver se essa língua ultradifícil (pra eles) entra na cabeça, nem que seja por osmose. O grupo por quem sou responsável são 13 jovens universitários, entre 18 e 21 anos.

Todos os dias eles têm que escrever um journal sobre um tema decidido pelo professor, e sou eu que corrijo. Hoje o tema foi "um momento marcante na minha vida." Clichê total, mas tá valendo.

Quando você pensa em algo marcante na sua vida, o que vem à cabeça? Se for coisa boa, talvez uma viagem, um prêmio, uma aprovação num concurso, um dia com uma pessoa (ou pessoas) que você ama etc. Se for coisa ruim, um acidente, uma perda dolorosa ou uma doença.

Mas o que foi que 10 entre os 13 coreanos escreveram? Que os piores dias de suas vidas foram os dias de colégio, especialmente entre os 15 e 17 anos. Justamente os anos que, pensava eu, seriam os melhores da adolescência de qualquer um. Que nada!

Como se todos tivessem combinado sobre o que escrever, contaram em detalhes o sofrimento pelo qual passaram nessa época, que pra eles nem faz tanto tempo. A pressão infernizante dos pais e professores, os dias inteiros com a bunda grudada na cadeira (das 7 às 23 horas!), as broncas que levavam quando tiravam "apenas" 85 numa prova valendo 100, os amigos com quem perderam contato porque não tinham tempo de se encontrar, a luta para apresentar resultados excelentes em matérias que odiavam do fundo do coração.

Me deu dó, muita dó deles. Um outro mais otimista contou sua maior conquista: 100 dias sem sair com os amigos para estudar e apresentar uma nota na prova de matemática que arrancasse um elogio dos pais: nota 100! E o aluno que escreveu essa história detesta matemática.

Mas a última redação que li me deixou muito preocupado. Uma menina dizia que foi programada para apresentar resultados. Não podia decepcionar os pais. E mais: "Sei que a vida não deveria ser assim, que eu deveria aproveitar as coisas boas... mas não sei se isso é possível (...) Não vejo sentido em mais nada, e tudo que eu gostaria de saber agora é quem sou eu, porque nem sei se vale a pena existir assim."

De repente os crescentes índices de suicídio juvenil na Coreia fazem todo o sentido. "Se a vida é esta pressão o tempo todo, viver pra quê?", os moleques pensam. Ainda mais porque eles sabem que pressão não termina depois que entram na universidade. A sociedade sul-coreana chegou a um nível de competitividade canibal que só alimenta o alcoolismo, a depressão e o estresse. Vive bem quem faz a mágica de driblar o esquema.

Não quero de maneira alguma dizer que isso é assim só na Coreia. O mundo caminha nessa direção. O problema é que no Brasil só se ouve falar do maravilhoso desenvolvimento sul-coreano, e como nós devemos imitá-los. E de certa maneira, já estamos imitando. A supervalorização dos exames que só levam em consideração um ou dois tipos de inteligência, ignorando as habilidades artísticas e interrelacionais, só vai levar nosso país pelo mesmo caminho. Quem é que não conhece uma família que já começa a enfiar o vestibular na cabecinha dos pequenos desde cedo? E os inúmeros colégios preparatórios que só treinam os alunos para responder questões de vestibular, mas não questões de caráter, de responsabilidade social e ambiental?

Eu sou grato por ter nascido onde nasci, ter estudado onde estudei e ter sido criado pelos pais maravilhosos que me criaram. Ainda que a pressão do sucesso no vestibular tenha chegado no final do 2° grau, meus pais nunca me forçaram a escolher uma carreira que exigisse noites de sono perdidas e nem disseram que eu deveria ser quem eles queriam que eu fosse. Numa época em que fiz teatro cheguei até a pensar em fazer Artes Cênicas na universidade. Meu pai só dizia: "Olha, é meio difícil ganhar a vida com isso aí... você tem que estar preparado." Mas no final enfatizava que a escolha era minha. Quando tive a ideia maluca de vir pra Coreia, como sempre eu pedi a opinião dos meus pais. "É isso o que você quer? Então vai ser feliz!"

O resultado final ainda não chegou, pois ainda estou estudando. Mas o resultado parcial já valeu a pena por toda a minha vida. Tive derrotas e conquistas, mas costurei um trajeto que renderão histórias pra contar pros meus filhos e netos, muitas e muitas vezes.

Mas o que é que esta geração sul-coreana vai contar para os filhos? Que sentido existe em ser um robô que vive em função de agradar os pais? E que futuro queremos para os nossos filhos se concordamos com este sistema que se está engolindo a juventude, a adolescência e até a infância de forma cruel?

Fica aí o desabafo de quem tenta ser feliz no país dos jovens desesperados.

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Observação: Minha crítica não prega o "corpo mole ou a vida fácil". Só acho que a emancipação do estresse, que vai descendo cada vez mais baixo na vida das crianças, destrói aqueles que deveriam ser os anos mais inesquecivelmente felizes na vida das pessoas. No mundo adulto, no entanto, todo mundo é grande o suficiente para competir pau-a-pau, para se enclausurar durante meses ou anos até passar num concurso, e até para se matar de trabalhar para atingir um objetivo específico, desde que isso não seja permanente.

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Pra descontrair um pouco, uma dessas alunas que ainda vivem traumatizadas com seus anos mal vividos na época do colégio, olhou para mim hoje e soltou a frase mais absurda que já ouvi em toda a minha vida:

"Você se parece com a Britney Spears!"

Sinal que a overdose de estudo afetou o lado esquerdo do seu cérebro, que é responsável pelo pensamento lógico, ou então danificou permanentemente seus receptores retinais.

Só pra zoar a menina que fez tal comparação, eu tirei uma foto dos pés dela. Vou morrer sem entender por que muitas mulheres aqui pintam SÓ a unha do dedão do pé. Parece que deu uma bicuda numa jabulani de pedra com os dois pés, e a unha vai cair a qualquer hora.

Showzinho nas eleições estudantis


O que você faria para eleger sua chapa e representar os estudantes da sua universidade? Aqui na Coreia se faz de tudo. Repito. De tudo!

Ano passado, quando eu morava em Cheongju, mais ou menos nessa época do ano vi cenas inacreditáveis no campus da universidade de lá. O pessoal vestia umas roupinhas coloridas, e homens e mulheres rebolavam mais do que a Carla Perez no seu auge. Não é exagero, tô falando sério. No dia em que ganharam as eleições, os homens vestiram roupas de Power Rangers e as mulheres de Wonder Girls (detalhe: minissaia com as pernas de fora num frio de zero grau) e dançaram num palco pra comemorar a vitória.

Mas como não tirei foto ou gravei vídeo, não insisti muito nessa história porque poderiam pensar que sou maluco, e eu mesmo acabei acreditando que o que vi era miragem coreana. E também achei que fosse coisa do interior da Coreia, que só numa "roça" como Cheongju essas coisas aconteciam. Mas agora que já nem lembrava disso, começaram as eleições de novo! Esse povo tá em todo canto da universidade Kyung Hee pagando altos micos. Ontem de manhã dei a sorte de estar com a minha câmera na hora. Gravei essa cena no ponto do ônibus interno do campus aqui de Suwon, quando o estava esperando para ir para a aula às 8 e meia da manhã (note que a gravação acaba quando chega um ônibus).

O mais interessante é a indiferença dos estudantes coreanos com esses showzinhos. Ninguém ri, ninguém se entreolha com cara de "Jesuiiis!", nada. Como mostrei aqui outro dia, com a pagação de mico nas ruas pra fazer propaganda de soju ou qualquer outra coisa, coreano já cresce acostumado com essas bizarrices. E eu me divirto! ^^


http://www.youtube.com/watch?v=NAuex6Lh07M

Vai estudar, vagabundo!

Finalmente acabaram-se os mid-terms! Eu não tava aguentando mais o clima de provas. E isso é engraçado, porque não me lembro de ficar tão estressado e preocupado por causa de simples provas. Mas aqui todo mundo estressa, e parece que isso pega.

Os jovens coreanos têm seus motivos: muitos deles dependem de bolsas do departamento para estudar, e essas bolsas são limitadas aos que conseguem as melhores notas. Além disso seus pais fazem uma pressão gigantesca para que eles sejam "bem-sucedidos" na vida. Lembro do Yosep que, nas férias, resolveu estudar todo dia para passar numa prova lá. Ele ia pra biblioteca às 8h da manhã e voltava 10h da noite, e a mãe dele dizia que ele não estava se dedicando o suficiente porque no domingo ele queria descansar!

Outro motivo é que os coreanos são estressados por natureza. Às vezes não parece, é aquele estresse contido, mas a verdade é que o clima é de "fazer o que for preciso pra vencer na vida". Tem que acertar, e tem que ser ppalli ppalli (rapidinho!). E num país onde mais de 80% dos jovens entram na universidade, já dá pra imaginar a competição.



<- Foto de uma das muitas salas de estudo da biblioteca aqui da universidade

Mas o que dá mais dó é que, na minha opinião, a maioria dos coreanos não sabem estudar. Eles gastam muitas horas mas não aprendem eficientemente. A palavra memorizar é a mais usada. Ninguém estuda para entender e aplicar o conhecimento na sua carreira ou futura carreira. O professor fala o que vai cair na prova e a turma corre pra decorar as respostas. Ganha quem tiver comido mais das fedorentas ginco-bilobas e tiver boa memória. Numa matéria nossa, por exemplo, o professor falou que na prova ele escolheria 10 questões do nosso livro, exatamente como estavam lá. No total eram 120 questões. Aí o que o pessoal fez? Desesperaram para memorizar as 120 respostas, sendo que eram perguntas abertas, com respostas grandes e que exigiam raciocínio e uma boa compreensão do conteúdo!

E a lógica de muitos deles não faz sentido. Principalmente para um brasileiro. Eles varam a noite na biblioteca, lendo e relendo e lendo de novo a mesma coisa. Mas o que me assustou mesmo foi saber que, tendo prova às 9h da manhã, muitos estudaram até as 5h ou 6h, tiraram um cochilo, e foram fazer a prova! Alguns dormiram no departamento, que fica aberto 24 horas.


A foto ao lado é um exemplo disso. Cheguei na sala mais cedo, antes da prova, umas 8h da manhã (a primeira prova era às 9h) e essa menina já estava lá. Ela me contou que dormiu por lá, pra ver se estudava o máximo possível! Eu canso de brigar com esse povo... eu falo pra eles relaxarem, que isso não adianta, que só piora a situação, que o melhor a se fazer é dormir muito bem na noite anterior para o cérebro estar 100% no dia seguinte... que nada! Alguns até dizem: "acho que você tá certo..." mas continuam com "...só que na Coreia é muito difícil mudar isso..."

Então, apesar de "pegar" um bocado do estresse desse clima na época das provas, eu fico feliz por ser um estrangeiro aqui. Assim não sofro as mesmas pressões que os pobres coreanos, e posso usufruir melhor das coisas boas que esse país tem a oferecer.

PS: Queria saber o que vocês acham disso. Brasileiro em geral é meio suspeito para criticar esse sistema, porque quem estuda metade do que esse povo estuda aqui já é considerado "brilhante". Mas em algumas áreas no Brasil, como nos concursos públicos, a competitividade e o decoreba também rolam soltos e se parecem muito com o que a turma passa aqui, só que a vida toda. Vale a pena o sacrifício?

Eleições


Só Deus sabe os momentos que deixei de registrar com minha quase-fiel companheira câmera fotográfica. Apesar do zoom de 10x que eu adoro nela, às vezes dá preguiça de andar com aquele trambolho pendurado no pescoço.

Acabei presenciando cenas típicas da universidade coreana (foi o que me disseram), e não posso compartilhá-las com vocês. Mas posso tentar descrever, e acreditem se quiserem. Claro. (A foto abaixo foi tirada em um dia atípico e corresponde a, digamos, 15% do que vou descrever).

Nas últimas semanas estava tendo eleições para presidente da associação dos estudantes da universidade. E as campanhas para atrair os eleitores foram, no mínimo, interessantes. Um grupo de cerca de 10 estudantes, de terninho e gravatinha fina estilo anos 60 (coisa de coreano), com uma caixa vermelha nas costas, ficavam parados perto dos restaurantes na hora do almoço (para quem viu o vídeo, é no mesmo lugar onde joguei "Kawi-Pawi-Po"). Subitamente eles começavam um coro uníssono e esgüelado* (*esse trema cai de vez a partir de janeiro de 2009, fiquem atentos), parecendo grito de guerra, mas era apenas um convite para votar. Quando terminavam a ladainha, se curvavam. Foi assim durante a semana toda, mas algumas vezes tinham mais dois coreanos, um de cada lado, com um avental verde. Quando terminavam o grito formal, eles simplesmente começavam a dançar uma coreografia que misturava clássicos como "ciranda-cirandinha" e "a dança da bundinha". A minha descrição deixa muito a desejar, porque só vendo mesmo para crer o que esses coreanos são capazes de fazer. É uma coisa curiosíssima, porque em quase tudo na Coréia a gente vê a combinação perfeita do ultramoderno, formal e brega. Ontem lá estavam eles de novo, pedindo voto. Passei em frente na hora do almoço e me espantei: algo novo. Desta vez os engravatadinhos tinham um coitado amarrado no meio, preso pelos punhos e pelo pescoço, como os condenados de desenho animado. Não entendi o porquê, mas tudo bem.

Aliás, só abrindo um parênteses, aqui eu sinto que vivo num desenho animado ou no Super Mario. Além das árvores de pelotinhas que você vê em todo lugar (como a da foto), tem também gente vestida de boneco cabeçudo em tudo quanto é canto, fazendo propaganda de alguma coisa. É como se o Zé Gotinha estivesse em todo lugar!

Voltando às eleições. Hoje saiu o resultado e os vencedores estão comemorando. Armaram um palco no meio da rua, dentro do campus. Não teve discurso nem nada do tipo, apenas apresentações esquisito-engraçadas que só mesmo vendo pra crer no nível de ridicularidade que eles conseguem chegar. Não estou criticando negativamente, porque morri de rir e adorei, e também porque quem me conhece sabe que quando resolvo bancar o ridículo não fico muito atrás. Mas olha só: hoje a temperatura ao meio-dia estava por volta de -1C. Subiram no palco cinco meninas de minissaia para dançar "I want nobody but you" (o título é em inglês, mas a música é coreana). Elas deviam estar congelando para pagar um mico daqueles. E quando terminaram, cinco rapazes engravatadinhos subiram. Parecia ser coisa séria. Mas que nada! Tiraram seus terninhos e por baixo o que tinha...? Fantasias de Power Rangers, ou Changemen, ou Flashmen, seja lá o que for! E dançaram a mesma música das meninas, numa versão mais acelerada, batendo na bunda e dando pulinhos dos mais emboiolados possíveis. A Oana estava comigo e outros estrangeiros desapareceram. Ficamos lá, chorando de rir, e duvidando do que víamos! E onde estava minha câmera para gravar?! Argh!

Acabo de perceber que essa palhaçada toda, apenas sendo contada, não tem graça nenhuma.

Ah, e já que falamos em eleições, aqui vai outra novidade: os estrangeiros (bolsistas KGS) tinham que eleger um líder para representá-los aqui na universidade. Adivinha em quem votaram? Pois é: fui eleito representante internacional dos 40 e poucos estudantes estrangeiros que estão aqui em Cheongju! E quando deram o "resultado" (o processo eleitoral todo durou uns 20 minutos), tive que fazer um discurso. E como eu estava nesse clima de "ridiculismo", acabei me inspirando no Barack Obama e fiz um discurso-imitação baseado nele. Só sei que o pessoal se divertiu tanto que no final tava todo mundo gritando junto "Yes, we can! Yes, we can!".

Agora vocês têm um líder brasileiro na Coréia. Chique hein? Só me resta saber o que é que eu preciso fazer.

Aquele abraço!