Viewing entries tagged
banheiros

Fotos e vídeos curiosos

Como eu já previa, foi só o semestre letivo começar que a frequência de postagens caiu. Outro dia um aluno reclamou para um professor, dizendo que que tava muito difícil. Ouviu o que não queria: "E você esperava que um mestrado fosse mais fácil que a graduação?" Então, vocês aí, deem um desconto quando eu sumir, hein! :)

Ó só, hoje vou fazer um post mais visual e misto. Um misto de bizarrices, ou apenas coisas interessantes, que tenho visto por aqui e registrado.

Vou começar com umas imagens que tenho tuitado, e que resolvi postar aqui também. Às vezes eu me sinto um cara chato e conservador quando faço piadas sobre a moda coreana e sua relação com o cor-de-rosa e coisas "fofas". Então, desta vez, vou tentar ficar mais quieto e deixar apenas que vocês observem o interessante vestuário daqui.

Essa foto eu tirei numa loja da estação de Gangnam, em Seul. Um cartaz dizia "roupas íntimas para o casal em lua-de-mel". Um amigo coreano, fuçando nas minhas fotos, perguntou o porquê de eu ter tirado essa foto, e eu disse que a cueca rosa com coraçõezinhos era "curiosa". Ele fez cara de interrogação e me achou um cara estranho.

Um cara e sua namorada (bom, eles estavam de mãos dadas antes de eu tirar a foto). Tirando a calça a vácuo, a botinha com salto, a bolsa gigante e o guarda-chuva de bolinha... tudo normal. 

Essa foi ontem no campus. É normal você ver pessoas aqui bem vestidas, só que com chinelão "ryder" e meia. Mas precisava ser terno e chinelo cor-de-rosa?
...........................................................................

A próxima foto eu estou postando, atendendo a um pedido de alguns meses atrás. Uma brasileira veio pra Coreia e leu meu blogue de cabo a rabo. Qual não foi sua surpresa ao chegar aqui e se deparar com esse tipo de privada em todo lugar! E ficou indignada porque eu não tinha comentado isso aqui! Numa cultura em que o povo agacha e senta no chão o tempo todo, agachar para "fazer uma arte barroca" é super normal. Claro que as privadas convencionais estão cada vez mais comuns, mas eu diria que essa aí ainda tem muitos adeptos pelas bandas de cá.

Me diz como é que alguém "corta o rabo do macaco" e faz palavras cruzadas com uma privada dessa?
..........................................................................

A próxima foto é meu "Blackout Korea" particular. Não tem muita graça, mas é só pra lembrar que na Coreia você pode apagar em QUALQUER lugar que ninguém liga.

..............................................................................

A seguir, um vídeo no Home Plus. Tá, eu já falei dessas dancinhas aqui antes. Mas dessa vez consegui ser mais discreto para gravar e peguei uma cena da "superempolgação" das vendedoras tendo que dançar a musiquinha. Acho que a ideia é fazer com que as pessoas comprem os produtos de dó delas.

..............................................................................

E, por fim, a bizzarice mais bizzara de todas: o program de TV em que apareci no dia 24 de fevereiro, na KTV. Antes de assistir, é bom saber algumas coisas. O tema do programa (Upgrade Korea) era "Etiqueta Global". É que como a reunião do G20 em novembro vai ser aqui na Coreia, o governo tá lançando várias campanhas na TV para conscientizar o povo a ser mais educadinho com os estrangeiros. Me chamaram para participar e eu topei, mas o chato é que eles insistiam que TINHA que reclamar de alguma coisa. Pior: tive que fingir várias coisas, como dar uma de retardado e deixar uma porta bater na minha cara, ou fingir coçando a cabeça no ponto de ônibus porque "não sei ler em coreano". Enfim, a ideia é até válida, mas a montagem foi bem infantil. Então curtam o reclamão brasileiro aí! E já me despeço. Abraços!

Banheiros, ah! Banheiros!

Tem muita coisa que eu poderia postar agora. Estive ausente durante mais de uma semana porque meu computador deu um problema na tela e tive que mandar trocar. Enquanto isso tivemos dias bem ocupados por aqui, com algumas burocraciazinhas e, graças a Deus, algumas viagenzinhas também. Fomos para Seul para uma orientação do NIIED, órgão do governo coreano que nos concedeu a bolsa de estudos, como a CAPES ou o CNPq no Brasil. Mas sobre esta viagem eu conto em detalhes depois.

Agora quero apenas compartilhar minha intensa experiência com os banheiros coreanos. Banheiro (e suas variações), em qualquer lugar do mundo, é parte essencial da vida do ser humano (ou "cero mano", segundo pérolas do ENEM). Por isso minha relação com o dito cujo aqui tem sido de amor e ódio. Seguem abaixo alguns breves relatos.

Dia 27 de agosto: o primeiro contato. Entrei no dormitório, deixei minhas coisas no quarto e fui à procura do bendito banheiro. Lá estava ele, de portas abertas, sorrindo para mim. Entrei, mas antes de "reinar", procurei o interruptor para acender a luz. Nada. Cadê o treco? Minutos de tensão (mental e física!). Não acreditei quando descobri que o interruptor que acende a luz dos banheiros aqui fica do lado de fora! "Jesus que me abana", como diria a Ludy. E se alguém apaga a luz enquanto você está trabalhando pesado? Como vou saber se fiz o serviço bem feito? E como vou saber se ficou limpinho?!

Dia 20 de setembro: o susto. Fui para Seul sozinho, por conta própria, para sentir o gostinho da aventura e para levar meu computador na assistência da Apple de lá. Peguei o ônibus, cheguei na rodoviária em Seul e, graças ao Juliano (gente fina, visitem o blog dele para mais aventuras brasileiras na Coréia: Kimchi com Café, link do lado direito), eu decidi que pegaria o metrô para chegar aonde precisava. Depois de muito rodar no sistema, indo de linha em linha, meu intestino decidiu que era hora de uma relaxada. Entrei num banheiro masculino da linha 7, que, premonitoriamente ou não, segundo o Juliano era a linha "cor de cocô" (pra eu não errar). Primeira cabine: sem papel higiênico. Segunda cabine: sem papel higiênico. O mesmo se repetiu nas outras cinco cabines. Poxa! Tanto papel higiênico nas mesas de restaurante aqui, e nenhum no banheiro. Mas na cabine para deficientes físicos, ah!, essa sim tinha papel. Mas para minha surpresa era um vaso eletrônico, o que, àquela altura, não importava tanto.
O problema foi quando terminei minha empreitada. Quem disse que eu achei o botão da descarga? O vaso eletrônico tinha uns 8 botões, e todos em coreano! Tentei o primeiro. Um barulho. Algo surgiu de dentro do vaso. Um caninho, que veio devagarinho, virou a pontinha pra cima e... zássss!!! Espirrou água com uma pressão que dava pra lavar as nádegas de um elefante! E se eu não tiro a cabeça curiosa da frente, dava-me uma esguinchada na cara! O pior é que não parava de sair água e ela começou a escorrer pelo banheiro a fora. "Faça alguma coisa", pensei. Outro botão. Parou? Não. O caninho virou pra baixo e começou a rodar! Até que apertei um botão e parou tudo. Desisti da descarga. Deixei de herança uma obra prima brasileira, para coreano nenhum botar defeito.

Dia 25 de setembro: o quase-susto. Fomos a um bar aqui em Cheongju. Lugar bacana. Sofá em todas as mesas, com um buraquinho congelador pra colocar o copo em cada lugar pra bebida não esquentar. Hora de ir ao banheiro. Agatha e eu, procurando o bendito. Segue a plaquinha com os bonequinhos, né. A plaquinha deu no mesmo lugar. Ahn? Isso mesmo. O banheiro era um só! Detalhe: não tinha porta. Banheiro aberto. Com os mictórios na entrada e os vasos mais adiante. A rapaziada faz xixi ali, na frente das meninas. Lá fui eu vivenciar o momento único (ou não, porque gostei do bar e devo voltar). A sensação é muito estranha! Você lá, liberando o líquido que vem do fundo da sua bexiga, com meninas indo e vindo atrás de você. A Agatha, do outro lado: "Já terminou?". Eu: "Não, peraí". Ela esperou eu terminar pra não ter que me ver urinando na hora de sair. Agora vai entender uma coisa dessas em um país onde rapazes e moças mal se tocam. Ver o xixizinho do cara, tudo bem. Beijinho na bochecha, não. Que fique claro que foi o único banheiro do tipo que vi na Coréia. Mas ele existe.

Bom, outra hora volto com mais histórias banheiris. Termino a postagem com uma foto que tirei no banheiro da Torre de Seul. Esse, pra mim, foi o melhor de todos. Dá vontade de beber água o dia todo só pra usar um mictório com uma vista dessa.

Abraços!