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Festival das Lanternas de Seul

Tô de volta! Antes que me perguntem como foi no Vietnã, digo que aguardem pelas fotos e vídeos semana que vem. Se der! Essa reta final de semestre promete mais uns ramos de cabelo branco para a minha velhice precoce. Para relaxar eu saio por aí com os amigos, e gravo de vez em quando pra compartilhar com a galera.

Domingo, dia 16, fomos ao Festival das Lanternas de Seul. São as festividades em comemoração ao aniversário de Buda. Eu não sou budista, mas esse festival é muito bonito de se ver. Aliás, pelo que me falaram, parece que a prefeitura de Seul tem investido pesado para que esse festival cresça cada vez mais. Um amigo me disse que há alguns anos o Festival das Lanternas era mais modesto, talvez como o de Cheongju, que vi no ano passado. Agora, para não ser algo tão só pra budista, eles promovem várias outras coisas pra virar uma festa da cidade toda.


Gravei algumas cenas e juntei rapidinho hoje pra eu não esquecer de postar. Fiquem com a lanternada aí, com direito a música de fundo repetida.


E mais tarde, lá pelas onze e meia, quando eu caçava o rumo de casa, passei perto do palco e descobri que a festa não tinha terminado. Geral tava dançando na rua! Eu já tinha achado o desfile bem parecido com o carnaval em alguns momentos, mas nessa hora ficou mais ainda. Foi a primeira vez que vi coreanos dançando, pulando e se divertindo tão "soltinhos" assim em público. Melhor ainda foi ver coreanos de todas as idades se divertindo com os estrangeiros. Gostei tanto da bagunça que nesse dia perdi o último ônibus pra casa! :P

100 dias

Depois do jjimjilbang, tem gente aí "obviamente duvidando da minha masculinidade", como diria o Maçaranduba. Mas este post não tem nada a ver com isso, porque afinal não preciso ficar explicando em qual time eu jogo. Contudo, já que o DPNC tem um tom mais pessoal, deixa eu me expor mais um pouco na vitrine, atendendo a alguns pedidos, e vamos ver se dá mais ibope. A foto abaixo é da minha namorada, Ji Young, coreana. O motivo pelo qual resolvi contar sobre o namoro publicamente é que completamos no domingo 100 dias oficiais.

Eu e Ji Young

"Tá, e daí?", você pensa. O negócio é que os coreanos prezam muito pelos 100 primeiros dias de tudo, e o centésimo dia é sempre uma data a ser celebrada. No caso do namoro, dizem que os 100 primeiros dias são o teste de "compatibilidade". Se passar dessa marca, a coisa fica mais séria.

Mas a verdade é que eles simplesmente generalizaram uma celebração que fazia mais sentido na época da miséria na Coreia. Como a mortalidade infantil era altíssima, muitos bebês morriam nos primeiros dias de vida. Os que passavam dos 100 dias eram tidos como "fortes", os sobreviventes, pois já passaram pelo período de maior risco de morte.

O aniversário de 100 dias, então, tem uma importância simbólica maior ainda que o aniversário de 1 ano, mesmo nos dias de hoje. E tanto a celebração de 100 dias (백일) como a de 1 ano (돌) tem uma forte tradição de abençoar a criança para que seu futuro seja próspero. Muitos dos presentes dados ao bebê não são carrinhos, bonecas e afins - são coisas que ele só vai poder usufruir quando crescer, como anel de ouro, dinheiro, etc.

Uma família beeeeeem coreana. Aniversário de 100 dias super cute para o bebê. Repare na dinheirama à direita! (Foto tirada de um blogue coreano)

No aniversário de 1 ano, ou dol, há também o costume de se colocar objetos na frente da criança para que ela escolha e os pais possam "prever" o que o filho vai ser quando crescer. Alguns objetos usados são: lápis ou caderno (significa que a criança vai ser estudiosa), dinheiro (significa que vai ser rico), bola (significa que vai ser atleta... ou vagabundo!), estetoscópio (significa que o filho vai ser médico)... e por aí vai. Os pais mais espertinhos só colocam as opções que querem que o filho escolha.

Foto do "dol" do sobrinho da minha professora de coreano. Olhando rápido a gente até pensa que é um bolo em forma de bebê.

Domingo teve também a festa do primeiro aninho da Beatriz, do Sentada na Pia. Festança maravilhosa! Mas acho que tinham que ter feito o esqueminha pra ela escolher um objeto... Ficaram devendo hein, Renato e Selma! :)

Então, não se esqueça dos 100 dias. Se você tem um(a) namorado(a) coreano(a), faça algo especial no "centediário" que ele(a) vai ficar feliz!

Vamos brincar?

Amados leitores e leitoras, é verdade. Ando meio sumido. Postagens como a última são só para não abandonar o blogue, porque de uns dias pra cá a coisa tá preta! Estamos na época das provas de meio de semestre, e a coreanada se enclausura nas bibliotecas para estudar. Para se ter ideia, as bibliotecas da universidade ficam abertas 24 horas e não são poucos que viram a noite por lá. Meus amigos coreanos, pelo menos, pegam mais leve um pouco. Dividimos os assuntos de algumas matérias e ajudamos uns aos outros a entender e revisar.

Mas para arejar a cuca, no último fim de semana tive muitas boas surpresas. No sábado, Briza, Gustavo, Juliano, Eun Bee e Giovanna fizeram um "parabéns" pra mim, com bolo e tudo, já que no dia 12 foi meu aniversário. Não tenho as fotos ainda, porque a fotógrafa Gi não me enviou - ela também virou escrava da semana de provas. Então aqui vai meu obrigado aos queridos amigos que se lembraram de mim! êêêêê! ^o^ (Isso inclui a Agatha, que apesar não estar tão perto mais, me ligou e cantou o parabéns da Xuxa INTEIRO, o que me matou de rir!).

Recebi também visita dos meus amigos coreanos, quando fiz comida brasileira e todo mundo adorou, claro... Também "brincamos" muito! Vale até uma explicação: em coreano, o verbo que significa "brincar" é usado por todo mundo o tempo todo. Sujeito com 30 anos nas costas chega pra você e fala "vamos brincar?". No início eu achava estranho, mas para eles é normal. Mesmo que você não faça nenhuma brincadeira, qualquer coisa que não seja estudo ou trabalho já é "brincar" (놀다)!  Se você vai sair com alguns amigos, alguém vai te dizer "brinque bem!" (잘 놀아!) ou "brinque divertidamente!" (재미있게 놀다와!).


E muitas das vezes a gente brinca mesmo, literalmente. Marmanjo aqui faz brincadeira pra beber, brincadeira pra ver se consegue dar um beijinho (na bochecha!) da menina (Caiu no Poço?), ou só para se divertir mesmo. Aqui em casa fizemos uma brincadeira interessante, que se chama "Zero" (제로). Meio difícil explicar as regras, mas vou tentar.

Numa roda, todos colocam as mãos fechadas, como na foto. Cada um diz um número, de zero até o dobro de pessoas na brincadeira. No exato momento em que a pessoa diz o número, todos levantam um, dois ou nenhum dedão. Se a soma dos dedos for o número exato que a pessoa falou, ela tem direito a "espancar" cada um, dando o mesmo número de "petelecos" (ou "tapa com dois dedos no braço"). No final sai todo mundo com o braço vermelho, de tanto apanhar. O problema é que quem apanha quer continuar jogando para ter a chance de descontar as porradas que levou! Se você for rápido, disser "zero" e ninguém levantar os dedos, você tem direito a bater em cada um o número máximo de vezes! o.O


Voltando ao meu aniversário, essa mesma turma me fez uma bela surpresa segunda-feira, dia 12. Me chamaram para almoçar, como qualquer outro dia, mas nem imaginei que fariam uma festa para mim.

Para comprovar que coreano não tem preconceito com cor-de-rosa, eles me deram um bolo rosinha, com vários "coraçõesinhos" em diferentes tons de rosa. E para ficar tudo rosa, um dos presentes que me deram foi um moletom... rosa! :D

Bom, eu não tinha costume de usar roupa rosa antes de vir pra Coreia, mas aqui estou entrando na moda. E sendo presente, menos problema ainda. Mas tive que ouvir comentários idiotinhas de outros estrangeiros no dia seguinte, quando usei o moletom para mostrar aos meus amigos coreanos que fiquei feliz com a surpresa. Uma finlandesa não parou de fazer piadas na frente dos coreanos. Ji Young ficou me olhando com cara de "não tô entendendo", e eu deixei quieto.

Só espero não ganhar calças "skinny" ou os chapeuzinhos coreanos. Esses, eu ainda me recuso a usar! ^^ AINDA...


Eu, Ji Young, Sun Joo, Jin Soon (metade da cabeça), Won Seok (Marcelo), Ji Young (Yoo), Ga Young, Joon Hee e Hyeok Jin. Desde que me mudei para Suwon, essa tem sido minha turma de todo dia.

Feliz Aniversário, Briza!

Esse post é dedicado à minha amiga de longa data e companheira de aventura coreana, Briza. É também a grande responsável por eu estar na Coreia. No dia em que eu recebi o email da UFMG divulgando a oportunidade da bolsa do governo coreano, a única pessoa que imaginei que fosse doida o suficiente para vir estudar na Coreia era ela... :D Mas no final ela me convenceu a me candidatar também, e por isso hoje sou muito grato a ela.

Ontem à noite fizemos uma festinha para comemorar seu aniversário aqui em casa. Aqui vai um pouquinho da nossa baguncinha, com direito a comida brasileira.

Parabéns, Briza! Você merece toda a felicidade do mundo!

http://www.youtube.com/watch?v=EXRmExkCg-Y

Um ano "encoreanado"!

Momento dejàvu. A meia dúzia de seguidores que leem este blogue desde agosto do ano passado talvez se lembrem dessa foto. É que hoje, dia 27 de agosto de 2009, faz exatamente UM ANO que pisei em solo coreano pela primeira vez!

Forte do Monte Sangdang, em Cheongju

Pensei então que, no mínimo, deveria haver um post comemorativo no DPNC.

Foi um ano muito intenso: conheci pessoas dos quatro cantos do mundo, comecei a aprender a língua coreana do ZERO, viajei mais do que viajei em 10 anos no Brasil, e tive (ainda tenho) um grande choque cultural.

Na Coreia é assim. Não venha pra cá esperando ser compreendido. A regra é "você está na Coreia, então entenda os coreanos". Já passei muita raiva (a Agatha que o diga!) tentando negociar mudanças de regras ou de horários com os coreanos, só para descobrir que se eles não querem mudar, eles não vão mudar. E você que trate de aceitar.

Ao mesmo tempo, fui recebido por coreanos fantásticos, que fizeram um esforço enorme para que eu me sentisse em casa o tempo todo. Vale citar nomes: Yosep (meu colega de quarto de novembro de 2008 a junho de 2009), as professoras Jang, Kweon, Kook e Lee, o professor de yoga Jeon e meus "buddies" Kim Jang-Jin e Park Ki-Cheon. Além, é claro, dos 40 bolsistas que compartilharam minha aventura coreana em Cheongju, em especial a Agatha (acho que fomos os únicos brasileiros da história a pisar em Cheongju!), a comunidade latina e os malásios.

Agora tudo mudou. Mudou a cidade, a universidade, e novos amigos virão. Inspirado na foto acima... QUE A FORÇA ESTEJA COMIGO! ...e com vocês, amados leitores! :D

Festival das Lanternas, Aniversário de Buda

Domingo fomos para a beira do rio de Cheongju para participar do Festival das Lanternas Lótus, que inicia uma semana de festanças para o aniversário de Buda, que neste ano será dia 2 de maio. Digo neste ano, porque a data é de acordo com o calendário lunar chinês (dia 8 do quarto mês), então em cada ano do calendário gregoriano, o aniversário cai em uma data diferente.

Estou postando um vídeo para que as imagens digam por si. Mas saibam que moro em Cheongju, cidade que segundo as más línguas de Daegu e Seul, é um vilarejo... (vilarejo de 600 mil habitantes!). Lembra-me um pouco dos desfiles do interior das Minas Gerais, com bandinhas da cidade, as velhinhas cantando, e o pessoal participando de um jeito ou de outro. Da mesma forma o festival aqui é bem simples, principalmente comparado com a grandiosidade das festividades de Seul, como foi bem ilustrado no blogue da Denise, o "Síndrome de Estocolmo". No entanto, mesmo com muita simplicidade, é possível ter uma noção do significado da festa e pode-se conhecer mais da cultura coreana nas cidades menores. As pessoas que participaram estavam todas muito à vontade, e foram superacolhedores com a gente.

Hóspede brasiliense e aniversariante carioca

Hoje é aniversário da Agatha. Para quem não se lembra, é a carioca que mora aqui em Cheongju comigo. Somos os únicos brasileiros da cidade, até onde eu sei.

Gustavo é o brasiliense que mora em Daegu com a Briza, minha amiga de longa data. Eu já tinha chamado ele pra vir passar uns dias em Cheongju, porque como eu não tenho colega de quarto, tem uma cama sobrando para hospedá-lo. E nesse fim de semana ele finalmente veio! Foi muito bacana, o cara é muito gente boa (porque é um dos poucos que comenta no meu blog... hahaha). Ontem a gente saiu pra almoçar e tivemos a surpresa de começar a nevar! Na ida, apesar do frio, eu esqueci de colocar o gorro e não conseguia sentir minhas orelhas. Na volta eu não conseguia sentir meus lábios, tava igual anestesia de dentista. Como em Daegu ainda não nevou, o Gustavo ficou correndo feito um retardado (foi mal Gustavo!^^) para grudar neve no casaco e tirar foto.

À noite fomos pro aniversário da Agatha, que foi num bar chamado MJ, e onde praticamente 80% dos freqüentantes são estrangeiros. O lugar é muito agradável: mesas, sofás, sinuca, dardos, bebida, comida e música ao vivo. A galera se divertiu muito. Fizemos um campeonatinho de dardos e eu descobri que sou um fiasco! A maquininha às vezes nem detectava que eu tinha errado o alvo, de tão fora que tinha sido. Sinuca foi um vexame. Os buracos da mesa eram duas vezes maior do que os que a gente encontra no Brasil, e ainda assim eu conseguia errar quase todas!

Enfim: jogamos, dançamos e "parabenizamos" bastante. A Agatha então... vixi! Mas uma coisa curiosa aconteceu. Parênteses explicativo: (no dia 27 de agosto, quando chegamos na Coréia e colocaram Agatha e eu em um ônibus para Cheongju, um americano veio sentado atrás da gente a viagem toda. Quando chegamos na rodoviária de Cheongju, ele veio se apresentar e oferecer ajuda para o que a gente precisasse na Coréia. Ele é um cara novo, já está aqui desde o início do ano e dá aulas de inglês numa outra universidade. Então ele anotou seu nome (Bryan) e telefone pra gente ligar logo. Só que naquela semana eu derramei água no papel e o número borrou, então não conseguia ler mais nada, e perdi contato com o cara.)

Quando chegamos no MJ, a Agatha se lembrou e viu que o cara que ia tocar música ao vivo com a banda era o próprio Bryan! Foi muito bom reencontrá-lo, porque o cara é muito simples e gente boa. Chegar em outro país e receber ajuda de alguém é como um dinossauro que sai do ovo e o primeiro que ele vê é a mamãe! (que comparação tosca). Ontem a Agatha achou a nossa "mamãe" perdida.

Hoje o Gustavo foi embora, e quando ele menos esperar eu vou escorregar ali pra Daegu também. Por aqui fica o meu fim de semana, que vai terminar em bom estilo: fazendo para-casa de coreano.