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Escola Alegria

Dress code embigodado na Escola Alegria

Ontem fomos soltar a franga lá na Escola Alegria pra esquecer um pouco deste final de semestre que está pintando meus cabelos de branco (e arrancando os de outros).

Além da noite divertidíssima, ainda tinha o dress code para entrar: usar um bigode! Não me perguntem o motivo. Só sei que todo mundo fica com a cara mais engraçada de bigode.

Carlos, Juliano, eu, Briza e Gustavo.
E disseram que fiquei a cara do Borat. Nada a ver.

Uma escola cheia de alegria!

Ontem fomos à Escola Alegria. Para quem não conhece, é um grupo 100% coreano que promove eventos musicais e culturais quase 100% brasileiros. Eu já tinha ouvido falar deles há tempo, mas os conheci pessoalmente durante um jogo do Brasil na Copa do Mundo em Itaewon. Eles chegaram animando a torcida com pandeiros, tambores, cavaquinho e mais samba no pé que a maioria dos brasileiros presentes. Lembro que puxei conversa com um deles em português, mas confirmei que ele realmente não era brasileiro quando disse: "Eu palo português... um pouco!"

Mas depois fui a uma festa que promoveram, há mais ou menos um mês, e conheci o chefe do grupo. O cacique da tribo. Todos o chamam de Bokcheol (복철), apesar de não ser seu nome verdadeiro. Ele é um sujeito muito bacana, do estilo tranquilão e sossegado, visual meio Raul Seixas, típico coreano que não se vê muito por aqui. Morou 3 anos em Salvador, adora a música, a cultura, a comida brasileira e, claro, os brasileiros. Esse, sim, não pala só um pouco de português. Fala muito bem, e nos deixou à vontade desde o primeiro instante em que nos conheceu. Me lembrou as recepções calorosas, de portas abertas, comuns no interiorzão do Brasil.

Na primeira vez em que fui à Escola Alegria, assisti a uma apresentação de batucada estilo Olodum, que se alternou com um rap de um cubano que brotou do chão e depois voltava a letras de samba com k-pop das antigas. "Assim como a cultura brasileira é uma mistura de vários elementos que se juntaram, sentimos que podemos adicionar elementos coreanos e ainda assim será música brasileira", disse uma das meninas que tocava um surdo enorme.

Na segunda vez - ontem - foi um pouco diferente. Era a Noite da Bossa Nova. Passaram um documentário sobre a história da Bossa Nova no Brasil e eu, que não sabia de muita coisa, aprendi bastante. Depois eles mesmos tocaram famosas músicas do estilo, até altas horas. Com a presença extraordinária de sete brasileiros (nóis!) a festa se estendeu até depois das 2h da manhã. Para a maioria deles, que nunca foi ao Brasil mas adora nossa música, conhecer a gente é como conhecer personagens de uma terra imaginária, muito, muito longe. E por isso nos agradaram, tocando tudo o que pedíamos, de Milton Nascimento a Legião Urbana.

E a prosa lá ficou tão boa que nem lembrei de tirar foto. Só gravei alguns momentos da Bossa Nova: "Desafinado" e "Chega de Saudade".



E achei também no Youtube um outro vídeo deles, num momento de batucada espontânea, quase que de terreiro... :) Com liberdade pra dançar e usar bigode postiço (vale tudo)! Realmente, essa mistura que resultou do ritmo brasileiro é mais que um grupo. É um estilo alternativo para uma sociedade estressada e corrida.