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노래방

Os bangues da Coreia

Na falta de assunto para postar, vou fazer uma tradução parcial de um texto que o Gustavo postou no blogue dele. Prova que nossos blogues estão em sintonia fina... rs. Trata-se de um site que traz várias informações sobre a cultura coreana (ou simplesmente, sobre as "coreanices"). Como o texto está em inglês, resolvi postar uma parte em português, para popularizar o acesso ao conteúdo. Depois, se eu tiver paciência, traduzo outras coisas. Mas hoje vou traduzir a parte que fala sobres os "bangues" da Coreia. Só vale lembrar que minha tradução não tem qualquer compromisso com a fidelidade. Vou resumir, cortar, e comentar onde der na telha.

Atrás das portas fechadas
Visão geral dos bangues (salas) de Seul

Os coreanos são muito conservadores quanto ao comportamento em público, mas atrás das portas fechadas muita coisa acontece. "Bang" é a palavra coreana para "sala", e há diversos tipos de "bang".

DVD Bang: São salinhas com grandes TVs, onde você aluga um DVD e assiste o filme tranquilamente. Geralmente ficam em bairros universitários, do segundo andar para cima nos prédios. Os DVD bangues variam muito, podendo ser grandes e luxuosos ou até mesmo claustrofóbicos. Alguns têm até cama, e muitos universitários usam esses lugares para dar uns amassos, já que em público nada acontece entre os casais.

PC Bang: Equivalem às "lan houses" no Brasil. Esses lugares são geralmente barulhentos, escuros e enfumaçados. Barulhentos, porque a maioria vai para jogar video-games, e enfumaçados, porque na Coreia não há muitas restrições para os fumantes (que são muitos!) e eles dão suas baforadas em todos os cantos. Muita gente também usa os PC Bangues só para acessar a internet, checar e-mail ou imprimir alguma coisa. Mas não se assuste se for a um PC Bang tarde da noite e encontrar um ajosshi navegando um site pornô... yeck!=P

Noraebang: São os karaokês coreanos. É lá que os coreanos soltam a franga total! "Noraebangar" é um dos hobbies favoritos na Coreia, e eles fazem isso muito bem. Cantar num noraebang não é algo que se faz só quando quer "zuar" ou quando está bêbado, mas até mesmo companheiros de trabalho vão juntos cantar depois do expediente. E vale tudo na hora de cantar num noraebang: muitos oferecem perucas, fantasias, máscaras e acessórios afins que trarão mais diversão para esse momento quase-sagrado na Coreia.

Sarang Bang: Também conhecido como "love motel", os Sarang Bangues são nada menos que os motéis brasileiros. A diferença é que, para diferenciar dos motéis sem fins sexuais, eles geralmente imitam formas de castelinhos. E por causa da timidez surreal do povo coreano (principalmente em se tratando de "sexo" - que é uma palavra que não se pode dizer alto e em público), muitos Sarang Bangues nem têm recepção. Na entrada, tem apenas uma maquininha de cartão de crédito para o sujeito efetuar o pagamento, e no estacionamento há cortininhas para tampar a placa do seu carro (?). Mas pode-se usar um Sarang Bang apenas como hotel mesmo, pois os preços são bons.

Jimjil Bang: Essa é a sauna da família coreana. É o único bang no qual coisas escrotas não acontecem. A menos que você considere ver uma ajumma com permanente no cabelo esfregando suas amigas numa mesa de plástico algo escroto. Nas Jimjil Bangues masculinas a coisa é mais intensa: os coreanos todos peladões, andando de um lado pro outro, fazendo massagem nos amiguinhos, secando o bilau com o secador de cabelo e dando suas escarradas rotineiras.

O departamento de turismo do governo coreano tinha que lançar uma propaganda no exterior do tipo "Bangues da Coreia: mais um motivo para você conhecer nossa cultura milenar!"

Longo compacto das últimas notícias

Finalmente, atualizando o blog decentemente (apesar de tentar ser breve). Manchetes da minha vida coreana nos últimos 30 dias:

NIIED: Resolveu pegar todo mundo de surpresa, e a prova de proficiência em coreano, em vez de ser em julho vai ser dia 28 de março! Ninguém entendeu direito. Dizem que precisam dos resultados para sermos aceitos nas universidades, mas o que já era impossível de se conseguir em apenas um ano (nível 5), agora precisamos, teoricamente, atingir em 6 meses de estudos.

DAEGU: Vou mencionar Daegu de novo por dois motivos: 1) porque eu estive lá dois finais de semana consecutivos, pra calar a boca do Gustavo, que duvidava da minha volta àquelas bandas lá de baixo...=) e 2) porque a Briza reclamou que esperava uma postagem gigantesca contando sobre a viagem. Bom, eu me diverti muito em Daegu, porque estava com uma turma "fantárdiga": Briza, Gustavo, Cláudia, e ainda conheci a turca Emek e o finlandês Alex (ou Alecsi, algo do tipo). Fizemos em Daegu o que se faz na Coreia toda: fomos ao Noraebang e cantamos até secar a goela! Chegamos em casa tarde pra chuchu e ainda acordamos cedo no dia seguinte para ir para a próxima manchete...

BUSAN: O esquema de ir para Busan foi excelente. Não vou dar detalhes num blog público como este, mas garanto que a aventura nos trens da Coreia dão muitas emoções! Para mais detalhes, entre no blog do Gustavo e poste uma pergunta, até porque o blog dele tá sofrendo com o baixo índice de audiência. Ajudem a mantê-lo no ar! =P

Chegando em Busan encontramos uma coreana que o Gustavo (de novo) conheceu pela internet, e a bichinha estuda português. A coitada ficou de guia turístico pra gente o dia todo. Fomos à praia Haeunde e à ponte de Busan, que por sinal é uma maravilha. Na praia eu fiquei admirando o sossego. Bom, para ser honesto, a palavra "sossego" é alvo de contradições na Coreia. Porque às vezes sinto muita tranquilidade aqui por alguns motivos, dentre: segurança, a discrição e o silêncio das pessoas e a cultura introspectiva do país. Mas o sossego some quando a gente se depara com: música pop coreana, centenas de placas de neon piscando à noite e multidões andando pra todo lado (imagine só uma população que é apenas 1/4 da do Brasil em uma área que é 1/3 da do estado de São Paulo!).

Mas voltando à praia Haeunde: o sossego foi por causa do dia perfeito. A temperatura estava em torno de 16 graus, o que, no inverno foi uma dádiva! Para se ter ideia da nossa sorte, no dia seguinte já despencou pro zero grau de novo. Então se viam algumas pessoas se divertindo, meninas correndo com suas amiguinhas (tem hora que menina coreana parece lésbica, porque anda só de braço dado com as amigas e não desgrudam um segundo), e a criançada solta, brincando na areia. E ainda demos comida no bico das gaivotas, que passavam voando e pegavam na mão da gente. Muito bacana!

A bacanice deu uma moderada na hora de jantar, que foi quando uma amiga da coreana ofereceu o restaurante da mãe dela para comermos de graça! Todo mundo topou, afinal de graça... já viu né. Mas eu estava varado de fome, e só serviram frutos do mar. O primeiro prato já "abriu" meu apetite: tentáculos de lula, que tinham acabado de ser cortados e, portanto, ainda se debatiam para sobreviver. A Briza e o Gustavo, que comem até capim se deixar, mandaram ver na lula, que ainda se mexia dentro da boca deles. O Gustavo come tudo porque diz que não pode deixar sobrar nada, mas no fundo é porque ele é o maior pão-duro da paróquia e não perde uma boca livre! hahaha. Já a Briza, eu sei lá... vai ver ela passou tempos difíceis quando morou na África. Eu fiquei só admirando. Minha experiência no oriente tem alguns limites. Já me adaptei MUITO à comida coreana, mas moluscos que ainda se mexem... vai me desculpar, não desce.

A volta para Daegu e depois para Cheongju foi muito tranquila. Aprendi o esquema de andar de trem pela Coreia e andei explorando as estações perto de Cheongju. De agora em diante, como bom mineiro que sou, só vou pegar esse trem, uai!

YOGA: Minha memória se apagou sobre o que aconteceu entre Busan e a semana passada, então vamos à última nova. Uma amiga da Agatha chamou ela para fazer uma aula experimental de yoga e eu fui junto. A experiência foi maravilhosa, mas como eu não tinha dinheiro para continuar, deixaram eu fazer durante as duas últimas semanas de fevereiro de graça. Já tenho sentido os benefícios para as minhas costas e meu preparo físico. Junto com a natação e minhas tapeadas na academia do dormitório, meu corpo agradece. Já fazia tempo que minhas mãos não conseguiam encostar nos meus pés com as pernas esticadas, e agora tá moleza. Meu calcanhar conheceu meu umbigo pela primeira vez na vida, e algumas outras partes do meu corpo estão sendo apresentadas também. Os professores são super gente fina, e o bom é que não falam inglês, então somos obrigados a nos virar com nosso coreano. Outra vantagem é que tem muito mais mulher do que homem na aula! =)

Hoje fomos à aula de yoga de novo e logo em seguida o professor juntou todo mundo pra brincar com argila e beber chá verde. Aquele lugar, que se chama You & Me Yoga (com o "you" escrito em inglês, o "me" em chinês e o "yoga" em coreano), foi um presente de Deus. Tanto eu quanto a Agatha estamos superfelizes em ter encontrado um lugar tão tranquilo e ainda poder cuidar da nossa saúde.

Fico por aqui com as últimas notícias. Beijo pra todo mundo!

PS: Não deu outra. Com a última postagem contendo tantas palavras de nudez e afins, os tarados de plantão estão despencando por aqui! o.O