Sobrevoando Bundang

Sobrevoando Bundang

O Papai Noel se comportou bem esse ano: ele me deu um drone de presente de Natal! Não é o que eu chamaria de melhor época do ano pra ganhar um brinquedo que só se usa a céu aberto, quando as temperaturas despencam. Agora fico lá fora brincando com as mãos congeladas, pra não perder tempo! Sabe como é criança quando ganha uma bicicleta nova, e até coloca ela no quarto só pra ficar olhando pra ela antes de dormir? Ou quando ganha um cachorrinho, e fica doido pra acordar cedo no dia seguinte pra brincar com ele? Sou eu assim com meu droninho.

A "sorte" é que a bateria só dura no máximo 25 minutos e, como tenho duas, a atividade fica saudavelmente restrita a menos de uma hora por vez. Suficiente pra me livrar de uma hipotermia.

Mas espia só o vídeo que fiz ontem aqui perto de casa. Além de um parque gigante, tem essa pracinha (que aqui chamam de parque também), cercada de predinhos de no máximo 3 ou 4 andares. A Ji Young fez suas graças enquanto eu captava cenas da pracinha à igreja católica do bairro, por sinal bem grandinha.

Criei um canal só para esses vídeos pra eu poder encher de filmagens aéreas nada-a-ver quando der. Mas, quem quiser, fique à vontade pra acompanhá-lo.

Abraço e bom sobrevoo! :)

Patinando, comendo e pegando o bondinho de Namsan

Patinando, comendo e pegando o bondinho de Namsan

Esse foi meu oitavo Natal pós-mudança para a Coreia, em 2008, mas se contarmos os Natais que eu passei na Coreia mesmo, esse foi o quinto. É uma época do ano confusa para estrangeiros ocidentais, porque o calendário te diz que é hora de dar aquela parada, de estar com a família, de dar mais sorrisos que de costume aos vizinhos, de tentar ser muito gente boa pelo menos nessa época do ano.

Mas aqui, o Natal é apenas mais um feriado religioso pra minoria cristã do país, ou mais um feriado meramente comercial pro restante da população. Tá, o Natal já é mais comercial que qualquer coisa no mundo todo, mas aqui eu arriscaria dizer que tá quase no nível do Pepero Day (tirando o fato de que o Pepero Day não é vermelho na folhinha). No dia 24 à noite os casais de namorados procuram um lugarzinho romântico pra sair e trocar presentes e comer um bolo. Sim, um bolo. Nada de ceia com a família, panetone, comilança à meia-noite.

Por isso chamei um casal de amigos brasileiros, a Leila e o Vinícius, para fazer algo diferente (pelo menos para eles, que se mudaram para cá esse ano): patinar no gelo. A prefeitura de Seul abre uma pista de patinação bem em frente ao prédio deles, e custa míseros mil wons (mais ou menos 3 reais) para patinar durante uma hora. Se não tiver patins, pode alugar por mais milzinho. O problema é que esquecemos de fazer a reserva pela internet, chegamos e pegamos uma fila enorme, e quando chegamos no guichê tinha ingresso só pra depois de 7 horas...

Hora de ativar o plano B: fomos andando da prefeitura até Myeongdong, onde almoçamos e em seguida pegamos o bondinho para a Torre de Seul (ou Torre de Namsan). É o tipo de trajeto que hoje em dia só faço com turistas ou recém-chegados à Coreia, mas que é sempre bom, pra dar aquela renovada no espírito de viajante. O chato de fazer tudo isso no dia do Natal é que as ruas ficams todas lotadas, com fila pra tudo, então ficamos só ao pé da torre mesmo, porque a fila pra subir no observatório estava quilométrica.

No final, montei esse vídeo pra registrar o momento. Preciso de mais ânimo pra gravar coisas corriqueiras e postar por aqui. O resultado final sempre me deixa feliz, especialmente quando assisto depois de alguns anos, mas não é fácil sacar a câmera e depois não deixar os arquivos juntarem poeira. Quem sabe agora com o blogue de cara nova?

Feliz Natal atrasado para todos os leitores! :)

O drama de ser professor na Coreia

O drama de ser professor na Coreia

Antes que o leitor se sinta enganado pelo título, já aviso: a história não é tão dramática assim. Não tem professor vendendo o almoço pra pagar o jantar. Não tem professor apanhando de alunos violentos. Não tem professor apanhando da polícia. Não tem negociação humilhante para aumentar salários miseráveis. Não tem escola fechando.

Até porque não vou falar da educação básica, mas sim da minha situação, como professor universitário. Completo três anos de ensino de português na HUFS, mas estou saindo para sentar de novo na cadeira de estudante e desengavetar meu doutorado. Por isso achei que o momento merecia uma reflexão/desabafo.

Essa semana preciso fechar as notas dos meus alunos, e aí vem meu drama. As universidades têm um sistema de notas que considero extremamente infantil e cruel: o sistema de notas relativas. O que é isso? É um sistema que te diz a proporção de alunos "A", "B", "C" e "D" que você pode ter. Ou seja, as notas, na maioria dos casos, são fictícias e não correspondem à realidade. Você pode tirar 91 no semestre, mas ganhar um conceito "C" porque relativamente sua nota foi menor que o resto da turma. E também pode ganhar um "A" com 75 pontos, se você foi melhor que o restante. Ponto, aqui, serve só pra ranquear os alunos, mais nada.

Se você é um professor com um mínimo de sensibilidade, sente uma dor imensa ao dar as notas, porque: 1) aqui não tem universidade gratuita, e as bolsas são concedidas, em grande parte, pelas notas; 2) depois de formados, os alunos são selecionados pelas empresas que também consideram suas notas na faculdade; 3) a nota é um rótulo levado muito a sério na Coreia, o que pode incentivar mas também desestimular completamente um aluno com potencial.

E sabe qual é o efeito disso no ambiente universitário? Muita competição e pouca cooperação. Colega que dedura colega que não faz muito no trabalho em grupo. Movimentação entre turmas como cardumes fugindo de predadores na primeira semana de aula, de gente procurando as turmas com competição mais branda pra ter melhores chances de tirar "A". O aprendizado fica em segundo plano, porque o negócio é tirar nota boa.

Se você é um estrangeiro estudando numa universidade coreana, talvez isso passe um pouco despercebido, porque nas regras de notas relativas existem exceções. Uma delas é o aluno estrangeiro, que não entra na curva. Claro que a rigidez depende da matéria e do professor, mas em geral essa situação é bem mais tranquila para os estrangeiros.

Mas e aí, como é que a gente acaba com esse sistema? Meu amigo, só uma revolução estudantil. O que, num país sem movimento estudantil forte, me parece improvável. A mera decisão de uma universidade em eliminar o sistema relativo de notas não resolve nada, porque os professores também estão tão viciados, que muitos sairiam distribuindo "A" a torto e a direito. Afinal, mais "A", mais chance de conseguir emprego, certo? Nem tanto. As grandes empresas têm estatísticas de proporção de notas por universidade, assim eles podem saber se um "aluno A" de determinada universidade realmente é "A" ou foi generosidade demais dos professores. Chega a ponto de virar notícia do telejornal das oito: "Universidade X é acusada de inflacionar o número de 'A's"... Tá vendo como a mudança precisa ser mais profunda?

Então, agora que desabafei, deixa eu voltar aqui pro fechamento das minhas notas, rotular gente que não merece como "C", ouvir o choro e tocar minha vida.

Beijos, abraços.

Quiz de coreano com estudantes do CsF (canal eagoraKorea)

Quiz de coreano com estudantes do CsF (canal eagoraKorea)

Bora testar seus conhecimentos básicos de coreano? Gravamos esse pequeno

quiz

para ver quem é que está estudando coreano direitinho. As vítimas da vez foram quatro estudantes brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras da Coreia, Thatiany, Patrícia, Matheus e Guilherme, que criaram o canal eagoraKorea. No final, o(a) vencedor(a) tem direito de escolher um mico que os outros devem pagar. Se liga aí no resultado.

Entrevista com Carlos Gorito, brasileiro no programa de TV coreano "Abnormal Summit" (비정상회담)

Entrevista com Carlos Gorito, brasileiro no programa de TV coreano "Abnormal Summit" (비정상회담)

Conversamos com Carlos Gorito, um dos seis novos participantes do programa "Abnormal Summit" (비정상회담), ou "Cúpula Anormal", em português. Para quem não conhece, a ideia do programa é promover debates entre estrangeiros que vivem na Coreia e falam coreano, imitando o estilo da ONU, porém de forma bem descontraída. Os debates são conduzidos por comediantes coreanos, mas apesar do toque de humor e palhaçada, os temas normalmente são sérios e envolvem os países dos participantes. 

Carlos estreou no dia 6 de julho deste ano (2015), contribuindo para elevar o nível da audiência do programa ao se envolver num debate caloroso com o participante egípcio. Os dois trocaram farpas sobre a suposta fama de que homens brasileiros são mulherengos (segundo o egípcio), no que Carlos rebate dizendo que isso não é uma questão de nacionalidade, e também que "no Brasil as pessoas são livres para fazer suas escolhas, enquanto no Egito eu não tenho tanta certeza."

O programa é exibido no canal de TV a cabo JTBC, mas pode ser visto também ao vivo através

desse link

todas as segundas-feiras às 23h (horário de Seul) ou às 11h (horário de Brasília).

FAMÍLIA (parte 1) | Coreano Light #6

FAMÍLIA (parte 1) | Coreano Light #6

Se você é fã de k-pop ou k-drama, tenho certeza que pelo menos uma palavra desse vídeo você já conhece: OPPAAAAAAA!!! (com voz fininha e manhosa)

Mas quando você para pra pensar que "oppa" significa "irmão mais velho" (da mulher), e o seu namorado é seu irmão mais velho... hmmm, melhor não pensar demais.

O fato é que os membros da família em coreano não são tão fáceis de se aprender, porque no início exige um esforço maior de quem fala. Uma simples frase como "ele é seu irmão?" pode ser dita de várias maneiras, dependendo da idade relativa e do gênero da pessoa que tem o irmão.

Enfim, assistam ao vídeo e coloquem as palavrinhas na caixola, porque a árvore genealógica fica ainda mais bizarra quando a gente adiciona os tios e tias, o que deixamos para o próximo vídeo.

FRUTAS | Coreano Light #5

FRUTAS | Coreano Light #5

Fala sério! Nem preciso explicar mais nada sobre esse vídeo. Os nomes das frutas em coreano são muito fáceis. Metade das mais comuns é quase igual ao inglês, então se você sabe um pouquinho mais que o verbo

to be

 já vai aprender rapidinho.

MORADIA | Coreano Light #4

MORADIA | Coreano Light #4

Uma pergunta que recebo frequentemente é sobre moradia na Coreia. O vídeo acima ensina as palavras mais comuns dos tipos de casa que a gente encontra por aqui, mas vale lembrar que o sistema de aluguel é bem diferente do Brasil.

Basicamente, para alugar uma casa na Coreia você precisa ter uma quantia para dar um depósito de segurança, que normalmente é bem mais alto do que a gente gostaria que fosse. Esse depósito se chama 보증금 (pô-djung-gum). Digamos que você queira morar numa quitinete em Seul. Pelo sistema de aluguel mensal, chamado de 월세 (wór-sê), você pagaria, por exemplo, 500 mil wons (500 dólares) por mês + um depósito de 10 milhões de wons (10 mil dólares), que é devolvido para você no final. Em muitos casos, você pode aumentar o valor desse depósito, e assim diminuir o valor do aluguel, podendo até chegar ao ponto de pagar, por exemplo, 100 milhões de wons (100 mil dólares) e não precisar pagar aluguel. Esse sistema se chama 전세 (jón-sê), e funciona pelo princípio em que o dono do imóvel usa essa grana para aplicar em algum fundo, e depois devolve para você sem correção.

O 전세 é o método preferido pelos coreanos, mas cada vez mais os jovens têm tido dificuldade em juntar tanto dinheiro, o que tem levado muitos a pegar dinheiro emprestado no banco para poder pagar o depósito.

Portanto, se você vem para a Coreia por conta própria, tenha isso em mente. Existem algumas opções sem depósito, mas essas são mais escassas, e provavelmente o apartamento não vai ser lá muito bom.

CORES | Coreano Light #3

CORES | Coreano Light #3

As cores estão por toda parte. Sem elas, tudo fica mais confuso. Vide o sinal de trânsito. Por isso decidimos lascar logo as cores nesse terceiro vídeo. Agora, cor é uma coisa que, se formos detalhar, dá pano pra manga. Isso não só porque poderíamos subdividir cada cor numa infinidade de tons mais específicos, mas também porque em coreano temos palavras diferentes para cada cor: algumas do coreano puro, outras provenientes do chinês. Seria como a diferença entre "preto" e "negro" em português. Temos as duas, que se referem à mesma cor, mas usamos cada uma em contextos diferentes. Você não entra pra "lista preta", e sim pra "lista negra". O universo tem "buracos negros", não "buracos pretos". Mas você vê "carros pretos" na rua, né? Então.

Da mesma forma, o coreano tem aquelas cores básicas, que é melhor você aprender primeiro para descrever objetos usuais, como no caso do "carro preto". Depois, podemos fazer outro vídeo com as palavras menos comuns, mas que são usadas em contextos específicos. Só pra matar a curiosidade, um bom exemplo é a cor verde:

초록색

[tchôrôk-sêk]. Esse 색, aliás, vem de 색깔, que significa "cor". Portanto a cor mesmo, é o que vem antes de 색. Para a maioria dos objetos, tanto faz usar 초록색 + objeto ou só 초록 + objeto. Ex:

초록색

셔츠 (camisa verde) ou

초록

셔츠 (camisa verde). Agora, como é que falamos "chá verde"? Se chá é 차 [tcha], então seria... 초록차? Não. É aí que entra a tal palavra do chinês, usada em casos específicos. E a palavra para verde, vinda do chinês, é

[nôk]. Chá verde é, portanto,

녹차

[nôk-tcha]. É tipo o "negro" do "buraco negro".

Minha sugestão para quem está começando, é focar primeiro nas cores básicas, que são mais úteis. Depois que souber essas, aí pode avançar para as menos comuns.

E para você que já leu tudo sobre as cores do coreano na internet, talvez já saiba que existem também os adjetivos para cada cor. Por exemplo, vermelho é 빨간색 [ppargan-sêk]. Esse 빨간 vem do adjetivo "빨갛다" conjugado. Esse e outros adjetivos de cores são irregulares e usados em falas mais avançadas, por isso não recomendo se preocupar com isso agora, se você está só começando.

Vai por mim: aprende só as cores do vídeo por enquanto, que é mais garantido ;)

Bons estudos coloridos!

Seria a PUST uma semente para mudança na Coreia do Norte?

Seria a PUST uma semente para mudança na Coreia do Norte?

O projeto de construção da PUST (sigla em inglês para Universidade de Ciência e Tecnologia de Pyongyang) começou em 2001, quando havia uma grande expectativa entre os sul-coreanos de que haveria uma reaproximação rápida com os irmãos do Norte. Seu fundador, Prof. Kim Chin-kyung (ou James Kim), é uma figura interessante: nasceu em Seul em 1935, estudou Economia em Londres e na Flórida, e tem cidadanias americana e chinesa. Em 1992, ele fundou a YUST (Universidade de Ciência e Tecnologia de Yanbian), numa região chinesa de maioria étnica coreana.

O corpo docente da PUST é formado por acadêmicos sul-coreanos, americanos e de outras nacionalidades, e as aulas são todas em coreano ou inglês. A universidade é mantida em parte pelos governos do Sul e do Norte, mas em sua maioria por grupos cristãos que apoiam a causa do Prof. Kim, um cristão devoto. Ele jura que tem total liberdade em seu trabalho, mas os professores sabem que precisam ter muito cuidado no desenvolvimento curricular. Uma simples aula de Introdução à Economia pode ser mais complicada, pois a lógica ocidental não faz sentido no país.

Primeira turma de formandos da PUST 

Alunos e professores numa sala de aula da PUST

Professores numa Conferência Internacional na PUST

Contudo, a principal questão é se a PUST pode realmente gerar o resultado que almeja: mudança. Inaugurada em 2010, a universidade ainda tem poucos formandos, e pode demorar muito para que esses jovens cheguem a posições de liderança no país. E, ainda que cheguem, que poder (e vontade) eles teriam para mudar o sistema atual? Se o próprio Kim Jong-un, que foi educado na Suíça, ainda não demonstrou disposição para mudar o

status quo

, não dá para esperar muito.

O documentário "Educando a Coreia do Norte" mostra como o controle da informação é forte por lá. Vigias ficam de ouvidos em pé o tempo todo, e interrompem quando acham que as conversas podem gerar questionamentos provocadores. Uma das professoras estrangeiras foi demitida semanas depois do documentário ser filmado, e entrou para a lista negra do governo por "falar demais o que pensa". Apesar de tudo, alguns professores acreditam que o simples contato com eles no dia-a-dia gera um resultado positivo à medida em que os alunos vão criando mais confiança para falar. 

Aí cada norte-coreanista (amador ou profissional) tem seu ponto de vista. Engajar ou confrontar, qual a melhor abordagem?

PARTES DO CORPO | Coreano Light #2

PARTES DO CORPO | Coreano Light #2

Taí nosso segundo vídeo light. Escolhemos as palavras mais gerais, afinal não dá pra colocar TODAS as partes do corpo humano num vídeo só. Mas para as palavras que incluímos no vídeo, aqui vão algumas observações:

1.

머리

[móri] é cabeça, e

머리카락

[móri-karak] é a palavra oficial para cabelo. No entanto, é muito comum ouvir os coreanos usando apenas 머리 para se referir também ao cabelo. Daí vai do contexto. Por exemplo, "머리가 크다" só pode significar "cabeça grande", porque ninguém fala "cabelo grande" em coreano. Mas "머리가 길다" significa "cabelo longo", porque "cabeça longa" soa meio estranho.

2.

[môk] realmente pode ser tanto pescoço como garganta. E nesse caso, a confusão é um pouco maior, porque "목이 아프다" pode ser tanto "dor de garganta" quanto "dor no pescoço". Para saber, ofereça uma pastilha. Se a pessoa não aceitar, é dor no pescoço.

3. Atenção para as pronúncias de "

" [p

h

ar] braço e "

" [par] pé. Coloquei um "H"zinho no primeiro, para enfatizar que esse "p" é aspirado. A diferença é sutil, mas esse arzinho que sai a mais no ㅍ pode te ajudar a explicar pro médico se você quebrou o pé ou o braço.

4. A palavra para dente -

[i] - também pode ser

이빨

[ippar] ou

치아

[tchia]. Cada uma é usada num contexto diferente, mas de maneira geral, 이 é suficiente para falar sobre seus dentes.

5. A palavra para "costas" em coreano, na verdade, são duas:

[tung] é a que se refere à parte de cima das costas.

허리

[hóri] é a região lombar, e também pode ser usado para dizer "cintura".

Para finalizar, sabe aquela musiquinha infantil "Cabeça, ombro, joelho e pé"? Então. Eis a letra em coreano:

머리 어깨 무릎 발 무릎 발

머리 어깨 무릎 발 무릎 발 무릎

머리 어깨 발 무릎 발

머리 어깨 무릎

귀 코 귀

Espia só o vídeo:

NATUREZA | Coreano Light #1

NATUREZA | Coreano Light #1

Estava eu sentado na graminha de uma área verde ao lado da minha casa, dentro do campus da universidade, quando me lembrei das mensagens que recebo todo dia, de gente que quer aprender coreano, pedindo

pelamordedeus

para não pararmos de postar. Foi assim que gravei esse vídeo, soltando as palavras das coisas à minha volta. Afinal, os tijolinhos que compõem as línguas são as palavras. A gramática vem como viga, concreto, cimento, segurando tudo pra não cair. E a pronúncia é o reboco, a pintura, a decoração, que faz tudo ficar mais agradável. Por isso paramos um pouco a já lenta progressão das aulas que estavam focando muito na gramática, para dar aquela turbinada no seu vocabulário.

Chamamos essa nova série de vídeos de "Coreano Light", porque é para ser assim mesmo. Sem muitas explicações, complicações e gente boiando. São só palavras do coreano. Vamos continuar seguindo tematicamente, de acordo com as sugestões de vocês, ou o que der na telha mesmo.

Nesse primeiro vídeo, tremido e mal feito, vomitei algumas palavras sobre o tema "Natureza". Além das que falei no vídeo, acho que ficaram faltando algumas usadas no dia-a-dia:

1. 강 [kang] rio

2. 천 [tchón] riacho, córrego

3. 공기 [kongui] ar

4. 비 [pi] chuva

5. 파람 [param] vento

6. 불 [pur] fogo, luz

7. 물 [mur] água

Todas essas são palavras muito úteis, afinal, vivemos cercados delas o tempo todo.