Neste ano tem pesquisa para o censo acontecendo em vários países. A notícia da morte de Néstor Kirchner, por exemplo, foi num feriado, em plena quarta-feira, no qual todos os argentinos devem ficar em casa para responder à pesquisa. Tudo ainda na caneta e no papel. No Brasil já avançamos: os recenseadores usam computadores de mão para facilitar a coleta dos dados.



Mas aqui na Coreia do Sul é ainda mais simples e barato: tudo é feito pela internet. Todas as residências recebem uma carta com um código para entrarem no site e darem suas informações. E existe uma preocupação em não deixar os estrangeiros de fora: o site (http://census.go.kr/) tem versões em várias línguas, e todos os estrangeiros que tem o documento de identidade coreano também recebem a carta para participar. Eles só enviam recenseadores para darem um puxão de orelha em quem ainda não preencheu (como aconteceu comigo ontem).

Ideia boa e econômica. Mas até lá, o Brasil ainda precisa erradicar a miséria e o analfabetismo, e promover mais inclusão digital. Temos um longo caminho pela frente, mas a gente chega lá. Ou aqui.