O dongsaeng (irmão mais novo) da Ji Young enviou esse vídeo dele fazendo uns números de mágica na China. Ele faz um curso de mágica lá e pelo jeito quer se tornar um David Cooperfield coreano no futuro. Bom, dá pra ver no vídeo que ele ainda está aprendendo, mas pra mim, que só sei o velho truque de fazer desaparecer o dedão (que, graças aos recém-nascidos, ainda impressiona alguém), ele tá mandando muito bem.

Eu acho muito legal quando vejo coreanos fazendo coisas alternativas e remando contra a maré-do-todo-mundo-igual neste país, onde se matar de estudar pra entrar nos grandes chaebols é o sonho de consumo da maioria. E o poder de escolha dos jovens aqui é muito restrito pela vontade dos pais - a menos que o menino diga, por vontade própria: "quero ser médico!"

As exceções talvez sejam os grupinhos de k-pop. Isso porque uma vez que você é selecionado pela indústria k-popística, seu emprego está praticamente garantido. Pelo menos enquanto você for bonito(a) e conseguir dançar. O artista não tem personalidade própria, fazendo e se vestindo como a produtora manda. Mas aquele artista que luta pra seguir na carreira artística até o fim, por aqui é raro. Não se vê pessoas tocando instrumentos ou cantando nas ruas. Música ao vivo em bares, só em bairros específicos e a maioria dos artistas são estrangeiros.

E circo coreano também é outra coisa que quase não existe. O que se vê nos locais turísticos tradicionais são mantidos pelo governo e vistos como "arte antiga", coisa de yennare... Por isso o cunhadinho foi pra China, onde ainda existe circo e se valoriza esse tipo de arte. Pelo menos por enquanto.