O assunto agora é triste. Não, não vou falar do navio sul-coreano que afundou. Vou esperar mais um pouco pra ver no que dá a história.

O papo é prostituição e as puladas de cerca na Coreia. Me deparei com estes dados na internet e fiquei boquiaberto:

"Estudos revelam que 1 entre 10 homens no mundo já contrataram uma prostituta"
"E 1 entre 5 homens coreanos pagam por sexo mais de 4 vezes por mês"


Como assim? 20% dos homens coreanos “usufruem” dos serviços de uma prostituta mais de 4 vezes por mês?! Então qual será a porcentagem dos que dão uma passadinha na casa da luz vermelha 3, 2 ou 1 vez por mês? E qual será a porcentagem dos que já procuraram uma prostituta pelo menos uma vez na vida? Se esses números correspondem à realidade, receio que a resposta para a última pergunta esteja bem acima dos 50%.

Em Seul, dependendo do horário e do bairro, é impressionante como as tias "empresárias" das prostitutas te oferecem "agashis" abertamente: "Quer fazer sékseu?"

Não sei qual vai ser a reação dos leitores aqui, mas encontrei esse debate no Korean Rum Diary, e parece que 80% dos comentários são a favor da prostituição, já que, argumentam “é a profissão mais antiga do mundo”.

Tentando colocar posições morais à parte (mas não conseguindo muito), eu acho simplesmente o fundo do poço da dignidade humana (1) o sujeito ter que pagar para se satisfazer sexualmente, e (2) a mulher ter que transar com esses caras mais nojentos, violentos e perturbados da sociedade para poder se sustentar.

Mas por que é que eu estou focando no dado que fala dos coreanos? Afinal, alguém vai dizer que no Brasil a situação não deve ser muito diferente. Pois eu vou te dizer qual é a diferença: no Brasil, as pessoas não escondem que a vaca já foi pro brejo em nível nacional, mas na Coreia, as pessoas têm a hipocrisia de esconder esses fatos, exaltar a “pureza” da cultura coreana e apontar o dedo para os “japoneses pervertidos”.

Outra coisa interessante é que no Brasil, geralmente, quando se prega a virgindade antes do casamento é por motivos religiosos (i.e, é pecado), ou no máximo relacionados a uma moral com fundo religioso (i.e, a pessoa quer se guardar para aquele(a) com quem ele(a) vai viver o resto da vida). Na Coreia, um país predominantemente supersticioso mas não muito religioso, prega-se a virgindade entre os jovens quase que por patriotismo. “É a cultura coreana”.

Obviamente que hoje as coisas estão mudando muito rápido, mas entre os jovens coreanos mais conservadores que já conheci, a maioria dos que alegavam se manter (ou pelo menos “querer se manter”) virgens até o casamento eram mulheres.

Então, peraí. Se tem um monte de coreaninha virgem e um bando de marmanjo coreano que diz que não é virgem mais, adivinha com quem os caras praticam?

Pois é. Mas esses ainda são a minoria da clientela das prostitutas. De acordo com os dados do mesmo site, os clientes mais comuns estão entre 35 e 44 anos. É a ajoshizada pulando a cerca geral! E isso todo mundo na Coreia sabe mas faz vista grossa.



E são 3 os principais motivos para procurarem uma prostituta: (1) Satisfazer uma necessidade sexual imediata, (2) experimentar um fetiche físico ou racial e (3) insatisfação com o cônjuge.


Eu diria que nessa faixa etária o motivo 3 é o mais comum na Coreia. Quem trabalha em empresa coreana aqui diz que é impressionante como muitos fazem de tudo para não ter que voltar pra casa mais cedo. Em vez disso, preferem beber soju até altas horas, chegar em casa fedendo e vomitando para a mulher-serva-babá cuidar dele.

Aí as coreanas lembram que também existem os estrangeiros pra casar e os homens coreanos ficam revoltados! ^_^

(Só por curiosidade, gravei esse vídeo há uma hora atrás, quando estava vindo pra casa. Como já vim pensando em postar sobre esse assunto, resolvi mostrar a região de bares que fica a uns 200m aqui da minha casa. À noite, essas propagandas de karaokês com "acompanhantes" pipocam em todo lugar.)