Minhas férias não têm nada de especial: sem viagens e sem muita gastança. Tempo tenho de sobra, mas não dinheiro. Então aproveito pra curtir as coisas pequenas, estudar mais coreano, sair com os amigos aqui perto de casa, essas coisas.

Hoje, quando estava fazendo compras no Home plus, lembrei de tirar umas fotos e vídeos para compartilhar aqui no blogue. Coisas pequenas que sempre esqueço. Antes de começar, dêem uma olhadinha no comercial do Home plus na TV:


Bem "Daiane dos Santos", né? Pois não é só no comercial! No supermercado mesmo eles tentam reproduzir esse ambiente coreográfico. Obviamente que não é tão ousado e organizado, mas eles realmente colocam os vendedores (na maioria mulheres) para dançarem a musiquinha mais lavagem-cerebrante da história da humanidade. Eu já tentei filmar essa cena várias vezes, mas tive problemas: ou o pessoal parava de dançar de vergonha quando me via filmando, ou um carinha chato aparecia pra dizer que era proibido filmar dentro do supermercado. Por isso aqui está um vídeo mais ou menos, de um outro estrangeiro que tentou flagrar esse momento mágico na hora das compras na Coreia.


As ajummas têm que suar pra ganhar o pão de cada dia, meus amigos! O próximo vídeo eu gravei hoje sem ninguém me encher o saco, mas a única coisa que dá pra notar é como os vendedores disparam a falar feito papagaio. O supermercado às vezes parece um mercado aberto, e ganha quem tem mais gogó. Já fui "abduzido" por uma ajumma uma vez que me convenceu a levar o sabão em pó dela.


Agora vamos a uma pergunta que muitos me fazem: as coisas são caras ou baratas na Coreia? Para mostrar como essa pergunta é ampla e difícil de responder, tirei duas fotos de produtos diferentes. (Lembrando que ₩1,000 equivale a cerca de US$1)

Yakult (20 unidades): ₩1,580 (cerca de R$2,50)


Super mexerica do Capitão Caverna (8 unidades): ₩45,900 (cerca de R$73!)

Se me lembro bem, um pacotinho de Yakult no Brasil com 6 unidades era uns R$5 (ou seja, quase R$1 por frasquinho!). E agora eu me entupo de lactobacilos vivos à vontade. Já as frutas... quem tem problema de coração não pode ver os preços aqui. Uma vez quis comprar um abacate (que aqui é 1/3 do tamanho do abacate no Brasil) e custava ₩6,000 cada!

É claro que tirei foto das frutas mais caras para mostrar o contraste, e dá pra achar coisas mais baratas. Mas em geral as frutas aqui são muito mais caras que no Brasil. Até fiquei pensando "será que alguém compra essas caixas de frutas supercaras?". Dali a 2 minutos me deparo com essa cena:


Um ajoshi comprou 4 caixas com uma combinação de frutas diferentes, e note que embrulhou para presente. Agora, repare no preço de cada caixa (clique na foto para aumentar e ver com seus próprios olhos, caso não acredite....... ₩99,000!!!). Mais de R$150!!! Cada semente é um diamante, só pode!

Agora vamos a outras esquisitices. Lembram da moda do Ryder no Brasil? Todo mundo usava um Ryder. Até descobrirem que aquilo fazia o pé suar e feder, e as Havaianas[bb] tomaram conta do pedaço. Aqui na Coreia o Ryder ficou pra sempre. Até faz sentido, porque numa cultura em que se tem que tirar os sapatos toda hora, é melhor usar Ryder com meia para ir só ali na esquina e voltar. O que me impressiona é a variedade de modelos: apenas UM modelão domina o mercado entre os estudantes. Desafio vocês a irem a qualquer alojamento universitário e encontrar mais de 20% dos alunos que usem modelos diferentes. É BA-TA-TA! Todo mundo usa esse "Ryder" preto de listrinhas brancas. Algumas poucas vezes, quando variam o modelo, é rosa de listrinha branca ou amarelo de listrinha branca. De qualquer maneira, é a criatura mais feia para se colocar num pé que já vi na minha vida.

O preço até justifica: é o par de chinelos mais barato no supermercado.

Em algumas coisas os asiáticos não gostam de ser diferentes. A sensação de que "todo mundo usa a mesma coisa" faz com que todo mundo se sinta mais confortável, nem mais chique nem mais brega que ninguém. Esse chinelinho enzebrado é tão comum que no dormitório em que morei em Cheongju tinha uns 6 pares dele na entrada de cada apartamento. E como os tamanhos eram iguais, ninguém ligava se tava usando o seu ou o de outra pessoa. Na hora de sair, colocavam o primeiro que vissem na frente e pronto. Simples assim!

E já que estamos nas breguices, vamos a outro produto: a cueca. Vou te falar, tem hora que achar uma cueca "normal" para os meus padrões é uma angústia. O que aconteceu com a velha e boa cuequinha branca ou cinza? Acho que esses coreanos se transformam depois da meia-noite e dão AQUELE show. Espia só o estilo da maioria das cuecas aqui.

Conseguem encontrar alguma cueca sem estampa e com uma cor menos "cheguei" aí?

Para terminar esse post, que já ficou longo demais, aqui vai um videozinho de uma geringonça que fica na porta do supermercado em dias de chuva (como hoje). É uma "camisinha pra guarda-chuva", pra você não sair molhando tudo lá dentro. Eu achava essa parada antiecológica, mas me disseram lá que, como todos devolvem o plástico na saída, eles são reutilizados ou reciclados.


Abraço para todos!