É, parece que minha última postagem não deu muito ibope, não. Acho que ninguém tá querendo saber de estudar mesmo... ^_^

Então vamos falar da falta do que fazer. Quem acompanhou minha empolgação videonística do início até meados deste ano deve ter notado que de uns tempos pra cá não tenho postado vídeos bonitinhos mais. Além das desculpas de sempre - falta de tempo, estudos e preguiça - eu cansei de filmar tudo o que passava na minha frente. O motivo é que eu notei que quando eu filmo muito, vivencio e curto o momento muito pouco. Então para não cair na tentação, tenho deixado minha câmera em casa na maioria das vezes.

Isso tem me custado instantes de profundo arrependimento, porque nessa Coreia eu me deparo com coisas que até Deus duvida, e como não sei quando e onde vou presenciar essas coisas de novo, uma filmadinha viria a calhar. São coisas pequenas do dia-a-dia, como as mães no supermercado carregando seus coreaninhos no carrinho de compras e alguns deles travando conversas impagáveis comigo. Tem também os coreaninhos que dormem pendurados nas costas de suas mães e ficam com o pescoço virado pra trás igual galinha recém-degolada. E uma cena inacreditável de um menininho que dormiu deitado dentro do carrinho e a mãe ia fazendo compras e colocando os produtos em cima dele. O resultado foi um carrinho cheio de verduras, frutas, carnes e etcéteras com duas perninhas saindo do meio, apontando pra cima!

Eu poderia fazer uma "lista de Itu" aqui pra vocês, só com coisas do dia-a-dia que me espantam e me fazem rir sozinho. Mas acredito que, sem foto ou vídeo, o leitor vai acabar achando que minha imaginação é muito fértil (apesar que ela é mesmo).

Então, no sábado, sem querer querendo, coloquei a câmera na minha mochila e fui para Seul fazer outras coisas, sem nem imaginar que acabaria saindo à noite com a Eun Bee e o Juliano. Jantamos em Gangnam, passamos na "Rua do Caroço" (é que o nome é 가로수길 · karosu-gil, que se pronuncia exatamente como "caroço"), e desembestamos à pé para o rio Han (segundo a Eun Bee, para fazer o kkilo, com ㄲ mesmo pra soar mais forte).

No caminho filmei algumas coisinhas interessantes, como essa propaganda de soju. Os carinhas se vestem de sei-lá-o-quê (Power Rangers? Chapolin multicor?) e seguram a plaquinha da garota modelo daquela marca de soju (pra quem não se lembra, é meio que a "pinga coreana", só que menos alcoólica). A gente vê propagandas como essa em todo canto, tanto que os coreanos nem param pra ver os caras pagarem mico. A gente parou.


http://www.youtube.com/watch?v=r0Ygb5u-Nuw

Outra coisa que filmei, mas bem rapidinho e de relance, foi um casalzinho com as famosas couple shirts. Aqui na Coreia tem até loja de "roupa pra casal". No auge do seu apaixonismo, os casais coreanos saem pra todo lado vestindo exatamente a mesma roupa, como sinal de sua perfeita união♡! Olha só esse:


http://www.youtube.com/watch?v=20Zzd4b0khc

E para terminar, eu fui dar um de papparazzo só para seguir um casal que deixou a gente na dúvida sobre quem era a mulher da relação, já que um casal de lésbicas é ainda coisa que não se vê por aqui facilmente. A imagem ficou meio de repórter correndo atrás de político recém-eleito, mas acho que dá pra ver na direita o sujeito que eu tava seguindo e que mostra a moda de muitos homens coreanos que não assusta mulher nenhuma por aqui. De lambuja, na mesma cena passa uma moto do meu lado, na calçada, que é outra coisa comum por aqui, mesmo nos lugares mais modernos da Coreia.


http://www.youtube.com/watch?v=TfOfY4rxwuc

Ah, perto do restaurante onde jantamos também tirei a tradicional foto do frango escangalhado. Segundo a lenda do Kimchi com Café, todo brasileiro que vai a Seul tem que tirar uma foto com a cabeça fedorenta do bicho (Carlos, essa você tem que comentar). Eu não só tirei a foto com a cabeça do frango, como também estava usando o moletom rosinha que ganhei no meu aniversário! Para quem tava curioso, deleite-se. Abração pra todo mundo!