Não sei que ares são esses do Brasil que me adoecem. Acho que é o amor e o calor do povo brasileiro. Ou talvez o catarrinho do gripado que espirra em você no busão lotado, com as janelas fechadas por causa da chuva tropical que cai sobre Belo Horizonte e deixa o trânsito da Av. Antônio Carlos ainda mais lento.

Deixa eu explicar. Eu passei minha vida toda pegando gripes e resfriados (e chamando tudo só de "gripe" mesmo) todo ano, o ano todo. Não tinha tempo ruim pra gripe aparecer. Até pneumonia já tive uma vez. Além disso, eu tinha umas alergias que alergologista nenhum detectou, mas que me fazia ter crises de espirro constantemente. Mas então, quando fiz intercâmbio no Texas, descobri que americano é meio neurado com gripe, e recebemos várias instruções sobre como proceder no caso de pegar uma. E nos vacinaram contra gripe em meados do outono. Durante o tempo em que lá estive, nenhum espirrinho sequer.

Voltando pro Brasil, começou tudo de novo. Espirra daqui, espirra de lá. Aí vem meu pai: "Você não tá alimentando direito, o sistema imunológico tá fraco" e a minha mãe: "Isso sabe o que é? É falta de atividade física!". Vai ver era mesmo. Mas, coincidência ou não, foi só eu pisar em solo coreano e nunca mais espirrei como antes. Morri de medo de chegar o inverno congelante e pegar uma gripe por semana. Que nada! Passei pelo inverno ileso! 7 meses de Coreia e nenhuma gripe.

Mas... como as leis de Murphy tardam mas não falham, assim que a primvera começou oficialmente, na semana da nossa prova de proficiência em coreano (KLPT), eu peguei uma gripe das boas! (ou das "marvadas", como preferir).

E com ela veio uma tosse horrorosa, que tive que controlar na prova de "듣기" (compreensão auditiva), pois só tocavam a pergunta uma única vez, e se eu tossisse na "hora agá", correria o risco de ser linchado.

A propósito, a prova estava dificílima, para não dizer surreal. Mas tudo bem. Vamos sobreviver.

Domingo (hoje)

As nossas professoras de coreano são sensacionais. No nosso atual nível (3), a professora de gramática é a Kweon Bogeun e a de conversação é a Kook Eunjoo. São duas professoras-palhaças, que fazem a gente rir a aula toda e esquecer da vida. A Kweon ainda tem uma didática muito boa, e vive revisando a matéria com a gente de maneira bem descontraída.

Como se não bastasse, elas vivem saindo com a gente pra se divertir. Hoje, fomos passar o dia na casa da Kweon Seonsaengnim (professora), e fizemos comida mexicana: tacos. Tirando dois abacatinhos de 7 cm que custaram o equivalente a 8 reais CADA, a cozinhança foi uma beleza.

E para aqueles que duvidaram das minhas aulas de yoga, resolvi fazer uma ásana (posição) que aprendi na aula.

Na foto ao lado, minha amiga Nadiah, da Malásia, estava se aquecendo comigo, enquanto o mexicano Hugo e seus assistentes cozinhavam ao fundo.

Na foto de baixo eu fazia uma posição que talvez impressione a alguns, mas que na verdade é muito fácil. Só precisa de um pouquinho de força e equilíbrio. Aprender yoga tem sido bom para eu descobrir os limites do meu corpo: alguns vão muito além do que eu podia imaginar, apesar de alguns estarem muito aquém do que eu gostaria.

Tente você em casa, e tenha um domingo divertido. O máximo que vai acontecer é você cair de testa no chão ou quebrar um dente (como o da Ludmila... rs).

Boa semana para todos!