Bom, vamos às novidades. Fomos ao Songnisan na sexta-feira e, portanto não tivemos aula naquele dia. Songnisan é o nome da montanha e também do parque nacional em que ela fica. Além da montanha, que o pessoal gosta de "escalar", há uma pequena vila com vários templos budistas e um Buda dourado que dizem ser o maior do mundo (apesar de que uma garota de Taiwan disse já ter visto maiores). O problema é a ambigüidade, porque não dizem que é maior Buda do mundo, e sim o maior Buda dourado do mundo.


O lugar é fantástico! Apesar do frio super frio deste fim de outono e da nudez das pobres árvores, que fazia com que a trilha até o Buda parecesse o filme "A bruxa de Blair", o passeio foi muito bom. Pela primeira vez eu vi (ao vivo) os budistas fazendo suas orações e alguns de seus ritos.

Como muitos sabem eu sou cristão e, como tal, creio que Cristo é não apenas a fonte da minha vida, mas também de toda a minha fé. No entanto, se há algo que admiro nos budistas é o senso de busca da espiritualidade individual, de conhecimento pessoal. Muitos cristãos (para não dizer quase todos) buscam um Deus que não conhecem mas fingem conhecer na coletividade. E, como os outros do grupo também falam do mesmo Deus que não conhecem, o produto que se tem é uma fábrica de mentiras. A coletividade calorosa e amorosa deve existir sim, mas como fruto de algo maior que foi gerado no interior de cada um, e não como um show.


Deixando de lado minhas análises espiritualóides, vou contar um fato interessante que aconteceu um pouco antes de voltarmos de Songnisan. Depois que todos já estavam "comidos" do almoço, reunimos numa pracinha com várias mesinhas, cercada de restaurantes, e começamos a bater papo e a tirar fotos. 42 estudantes estrangeiros lá, naquela risaria toda. Até que vimos uma fileira de bicicletas daquelas duplas, mas não havia ninguém vigiando e nenhuma placa dizendo se deveríamos pagar para usar. Então a galera toda pegou os "brinquedinhos" e começamos a dar voltas ali mesmo, na pracinha. Por alguns instantes voltamos à infância feliz! Até que... um coreano de uns 50 anos saiu de um dos restaurantes gritando. E ele parecia estar MUITO nervoso! Ninguém entendeu o que ele gritava, mas os gestos que ele fazia diziam "Vão embora! Sumam daqui! Sumam deste país! Morram!!!". Da risaiada fomos para o silêncio total, colocando as bicicletinhas no lugar, enfiando o rabinho entre as pernas e entrando dentro do ônibus para ir embora para Cheongju, e o cara lá, gritando que nem os caras do taekwondo! Mais tarde a gente riu muito da cena.