Hoje é aniversário da Agatha. Para quem não se lembra, é a carioca que mora aqui em Cheongju comigo. Somos os únicos brasileiros da cidade, até onde eu sei.

Gustavo é o brasiliense que mora em Daegu com a Briza, minha amiga de longa data. Eu já tinha chamado ele pra vir passar uns dias em Cheongju, porque como eu não tenho colega de quarto, tem uma cama sobrando para hospedá-lo. E nesse fim de semana ele finalmente veio! Foi muito bacana, o cara é muito gente boa (porque é um dos poucos que comenta no meu blog... hahaha). Ontem a gente saiu pra almoçar e tivemos a surpresa de começar a nevar! Na ida, apesar do frio, eu esqueci de colocar o gorro e não conseguia sentir minhas orelhas. Na volta eu não conseguia sentir meus lábios, tava igual anestesia de dentista. Como em Daegu ainda não nevou, o Gustavo ficou correndo feito um retardado (foi mal Gustavo!^^) para grudar neve no casaco e tirar foto.

À noite fomos pro aniversário da Agatha, que foi num bar chamado MJ, e onde praticamente 80% dos freqüentantes são estrangeiros. O lugar é muito agradável: mesas, sofás, sinuca, dardos, bebida, comida e música ao vivo. A galera se divertiu muito. Fizemos um campeonatinho de dardos e eu descobri que sou um fiasco! A maquininha às vezes nem detectava que eu tinha errado o alvo, de tão fora que tinha sido. Sinuca foi um vexame. Os buracos da mesa eram duas vezes maior do que os que a gente encontra no Brasil, e ainda assim eu conseguia errar quase todas!

Enfim: jogamos, dançamos e "parabenizamos" bastante. A Agatha então... vixi! Mas uma coisa curiosa aconteceu. Parênteses explicativo: (no dia 27 de agosto, quando chegamos na Coréia e colocaram Agatha e eu em um ônibus para Cheongju, um americano veio sentado atrás da gente a viagem toda. Quando chegamos na rodoviária de Cheongju, ele veio se apresentar e oferecer ajuda para o que a gente precisasse na Coréia. Ele é um cara novo, já está aqui desde o início do ano e dá aulas de inglês numa outra universidade. Então ele anotou seu nome (Bryan) e telefone pra gente ligar logo. Só que naquela semana eu derramei água no papel e o número borrou, então não conseguia ler mais nada, e perdi contato com o cara.)

Quando chegamos no MJ, a Agatha se lembrou e viu que o cara que ia tocar música ao vivo com a banda era o próprio Bryan! Foi muito bom reencontrá-lo, porque o cara é muito simples e gente boa. Chegar em outro país e receber ajuda de alguém é como um dinossauro que sai do ovo e o primeiro que ele vê é a mamãe! (que comparação tosca). Ontem a Agatha achou a nossa "mamãe" perdida.

Hoje o Gustavo foi embora, e quando ele menos esperar eu vou escorregar ali pra Daegu também. Por aqui fica o meu fim de semana, que vai terminar em bom estilo: fazendo para-casa de coreano.