Acabo de checar a cotação do dólar e da bolsa de São Paulo. Um disparou e o outro despencou! Queda de mais de 11% na bolsa. Pânico. A cena: todo mundo corre. Para onde? "Não sei, apenas corra!". Os analistas, quase todos, vêem um futuro sombrio por aí. Mas na segunda-feira, quando chequei os números no mesmo site, o dólar voltava a cair e a bolsa tinha subido 10%. Tranqüilidade no ar. Parecia que tudo estava se acalmando e a crise mundial não seria assim tão grande.

Agora o mundo vive assim, de humores. Bilhões pagam pelo olho grande de meia dúzia de bonitões. E tem gente que sofre com os rumores. Nem espera as conseqüências. Os "rumores" lhes tiram noites de sono.

Sinceramente, o homem nasceu falido e vai morrer como tal. Queremos sempre alguma sarna para nos coçarmos e, quando não temos, criamos alguma. O nosso "avanço" (tecnológico, social, psicológico e até mesmo biológico) só nos tirou a colherzinha com a qual cavávamos a nossa própria cova. Agora temos um trator, que cava milhares de covas em um só dia!

Os mais otimistas dirão que discordam, e que nada têm com este sistema que escraviza as pessoas. Não passam de pobres almas que vivem no engano. Todos nós, de alguma forma, fazemos parte dele. Os mais religiosos, que, não surpreendentemente costumam ser os mais hipócritas, agradecem a Deus, o Pai, pelo carro do ano que compraram. Carro esse que, somado a outros milhões de carros de corações devotos e profundamente agradecidos, emitem milhões de toneladas de CO2 todos os dias e ajudam a destruir o planeta. A Medicina, que comemora seus avanços, as descobertas, as vacinas, e o fato de que agora as pessoas vivem mais e melhor(?), vai jogar o pepino nas mãos de alguém daqui a alguns anos, quando descobrirem que precisa morrer mais um bocado de gente na Terra pra caber.

O sistema já está aí, montado, pronto. Só vamos esperar que sua fome cresça para que sejamos todos engolidos, digeridos, e padeçamos em seus intestinos, até o dia em que seremos evacuados para uma nova vida.

E você, vai fazer o quê?

Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 
(No caso, "Quem tem olhos para ler, leia.")

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OK. Sem novidades desta vez. A gente precisa filosofar de vez em quando. Abraços!